
Ganhei um presente especial da Simone Miletic do blog Porque minhas opiniões não cabiam na telinha da TV
22/10/2009
A Jóia de Medina
05/08/2009
Mistura tudo e... chora!
- Mas é fácil pra pegar essa doença, mamãe?
- Não, filha. Essa doença não se pega. Ela acontece na cabeça das pessoas, mas não é transmitida para os outros.
16/03/2009
Em defesa do Bispo
Em primeiro lugar, sou absolutamente a favor do aborto. (mas isto não está em discussão agora)
Em segundo lugar, não tenho religião definida. (mas isto também não está em discussão agora)
O caso é que o tal do bispo que excomungou os envolvidos lá no caso da menina de 9 anos, que abortou os gêmeos, ta sendo mais criticado que o padrasto, que cometeu o estupro. E isso é um grande absurdo.
Gente, o caso é simples.
A Igreja Católica é absolutamente contra o aborto. Em qualquer caso.
Um dos mandamentos da Igreja é não matar e, segundo o entendimento da mesma, a vida inicia a partir da concepção. Portanto, o aborto é um assassinato.
O fato da menina correr risco de vida não muda em nada este quadro. Não se pode salvar uma vida em detrimento de outra.
De acordo com as leis católicas, quem pratica o aborto está automaticamente excomungado.
Ponto.
Se você não concorda com a posição dos bispo excomunguento, lamento, mas você não é católico.
Simples assim.
Quem se propõe a seguir determinada doutrina ou religião deve submeter-se às crenças e tradições da mesma.
Claro que você não é obrigado a concordar com tudo que o Vaticano prega.
O único problema é que deve, então, procurar outra religião.
Ir à missa aos domingos não faz de você um católico. Talvez você concorde com os ensinamentos atribuídos a Cristo, que realmente são dignos de tantos seguidores, mas entenda, além destes ensinamentos tão nobres existe uma série de dogmas que fundamentam as religiões. A proibição do oborto é um deles para a Igreja Católica.
O que nos leva a concluir que o bispo está corretíssimo. Apenas cumpriu a sua tarefa de bispo.
27/12/2008
Tire a sua Fé do caminho que eu quero passar com a minha Razão
Juro que estou tentando não perder o respeito, não ferir o direito que cada um tem de manifestar sua fé, seja lá no que for.
Acontece que a crença alheia vale tanto quanto a minha descrença.
Num destes deboches da vida, a casa onde eu moro foi, aos poucos, sendo rodeada de igrejas.
Igrejas de todos os tamanhos, para todos os gostos.
Eu, como não gosto de nenhuma, fico aqui no meu cantinho e respeito os vizinhos fervorosos, portanto, exijo o mesmo respeito da parte deles.
Mas, olha que isso é difícil de acontecer.
Há alguns anos, uma destas igrejas tinha o infeliz costume de fazer uso de caixas de som para amplificar o volume das pregações. Até aí tudo bem. O problema é que as tais caixas ficavam voltadas para a rua. Isso mesmo, para a rua.
Quem queria ouvir lá as histórias de Cristo, ia até a igreja. Quem não queria mas, como eu, morava nos arredores da igreja... era obrigado a ouvir também.
Não tinha saída.
Nunca entendi por que faziam isso. Não favorecia a igreja em nada e desrespeitava aqueles que não partilhavam da mesma fé (ou de fé nenhuma).
Por sorte, alguma alma caridosa com certa influência no grupo rezador em questão acabou sendo iluminada com uma fagulha de razão e a turma aboliu as orações externas.
Agora que o Natal já passou (eu amo o Natal) e o reveillon está perto (e eu não vou para praia, portanto, mais uma vez, será quase como se o ano não virasse) acaba me batendo um banzo. Uma depressãozinha de nada.
Já não gosto muito desta semana entre as duas datas festivas, mas como o sol tem se feito presente e a piscininha de plástico da Ana tá cheia lá no jardim, eu acabou me contagiando com a empolgação das crianças e tenho gasto minhas tardes na árdua missão de me colorir um pouco de sol.
O ritual é sempre o mesmo.
Coloco o biquini, passo protetor solar no rosto, bezunto o resto do corpo de bronzeador, coloco os óculos escuros e, apenas por volta das 16:00h abro a cadeira de praia no jardim e torro por alguns minutos.
Tem rendido bons resultados, até.
Mas a sessão bronze não termina por aí.
Depois que a paciência termina e eu desisto do sol, levanto e vou tomar uma ducha relaxante para tirar o grude do bronzeador.
Foi exatamente nesta hora, a hora do banho, aliás, a sagrada hora do banho que eu tive que me submeter a mais uma manifestação de fé dos vizinhos crentes.
Lá se foi o meu momento de desconectar e deixar as energias boas fluirem pelo corpo enquanto os pensamentos negativos escoam pelo ralo.
Nem um caminhão pipa poderia dar conta de afastar de mim o estresse gerado por aquela gritaria de absurdos reliosos que teimam em pintar de cores sérias um disparate como o exorcismo.
Tá louco.
Se tinha algum diabo por lá, se eles conseguem realmente tirar do coro de um infeliz que se submete ao ridículo o tal capeta... então mandaram lá pro meu banheiro.
Olha que eu fiquei vermelha de raiva e quanto mais eles gritavam mais eu espumava.
Bom, só para mostrar que, mesmo com todas estas provações, eu sou uma pessoa do bem (independente do nome que se dê a ele), respirei fundo, contei até 1.000, xinguei de alguns nomes (mas em um tom baixo, nem ouviram) e resisti à tentação de descer até o estúdio do meu pai e esgaçar a Clara Nunes em um daqueles dançantes pontos de Umbanda.
Para não permitir que a falta de respeito dos moços de fé gere em mim um câncer, apenas vim desabafar aqui.
Obrigada.



