BlogBlogs.Com.Br
Mostrando postagens com marcador beleza. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador beleza. Mostrar todas as postagens

30/09/2009

Ah! A Primavera.



Estação do amor...
Do desabrochar das flores...
Estação na qual a natureza resplandece em beleza e a pobre menina rica é capaz de apaixonar-se pelo mendiguinho perneta, conforme Vinicius de Moraes.
Estação coroada pela beleza das flores...

Só se for pra você.
Pra mim, infelizmente, a primavera é a estação da rinite e, onde você vê botões se abrindo, eu vejo partículas de pólen voando no ar. Só esperando para serem inaladas e prontas para dar inicio a um tormento que apenas quem é afligido é capaz de entender.

Fui agraciada com um nariz de dar inveja a qualquer um.
Não é arrogância não. É realismo.
Dois cirurgiões plásticos já o elogiaram, inclusive, propondo utilizá-lo como molde em seus trabalhos.
É perfeito, sim.
Por dentro... pão bolorento.
E só por falar em bolor, ele já coça.
Bolor, poeira, giz, talco, perfume, cigarro, fuligem... pólen.

Aí um engraçadinho olha pro meu nariz e diz:
- Tão bonitinho... pena que não funciona.

Então, por favor, não me venha suspirar de romantismo com o desabrochar das flores da primavera.
Pense que, em todo o mundo, milhares de pessoas estão sofrendo com a garganta praticamente trancada, os olhos ardendo de tanta coceira e o nariz em carne viva de tanto trabalho ao tentar se livrar das partículas incômodas que você alegremente chama de... pólem.
Argh!
E não é rabugice, não.
É Rinite.



Continue lendo >>

04/09/2009

Thanks, Whitney


Já contei que sou viciada em América/Brasil Next Top Model?
Não, né. Nem deveria.
Mas, eu confesso.
Não perco um episódio.
Tem que ser uma coisa muito séria, compromisso inadiável, pra me tirar da frente da televisão na quinta-feira a noite.
Não acompanho nenhuma novela.
Adoro séries policiais, mas vejo apenas quando dá.
O único programa que interfere na minha agenda é a competição de modelos, sejam elas americanas ou brasileiras.
A versão brasileira, então, nem se fala.
Como eu não sou de perder muito tempo com a mesma mania, acredito que daqui a pouco essa obsessão passe.
Taí o CSI, pra provar isso.
Desde o episódio final de temporada dirigido pelo Tarantino que eu não consigo mais assistir.
Enjoou.
Quanto ao ANTM, não sei explicar o que que eu vejo de bom ali.

Não gosto da Tyra (apresentadora), não simpatizo com nenhum dos outros jurados, inclusive a Paulina Porizkova (modelo que substituiu a Twigg nessa temporada) é uma estúpida.
Cheguei a cogitar abandonar à série ao assistir aos jurados chamarem uma modelo de monstrenga durante uma sessão de eliminação.
Tá certo que a moça era uma monstrenga mesmo. Mas não se diz isso pra ninguém. Principalmente num programa de TV. E, mais principalmente ainda, num programa de beleza.
Mas passou uma semana e lá estava eu de novo. Obcecada.
Tá, Maite. Já provaste que não és tão inteligente quanto parece! E agora?
Agora que eu tô aqui pagando de tapada, consumidora compulsiva de reality show, porque ontem foi a final da 10ª temporada americana e, pela primeira vez, a vencedora foi uma modelo tamanho GG.
O que?
Isso mesmo.

Whitney Thompson se destacou desde o início por ter um rosto lindo e... formas avantajadas.
Não sei onde eu andava com a cabeça durante toda a temporada, por que a Whitney não era a minha favorita.
Até o último momento, não acreditei que ela pudesse ganhar.
Mas ganhou.

E, assim como Lizzi Miller, provou que dá pra ser bonita, muito bonita, sem parecer um palito.
Eu continuo ambicionando recuperar minhas formas da pré-adolescência, assim como tem gente que ambiciona um encontro com deus no dia do juízo final.
Sem chances!
Mas a vitória da moça GG num dos programas mais importantes do mundo sobre beleza me deixou a um passo de jogar a caixa de sibutramina no lixo e ser feliz.
Parabéns Whitney. E obrigada.


Continue lendo >>

27/08/2009

Alguém traz o Renoir de volta, por favor


Não sei vocês, mas eu quero ser feliz.
Não que eu seja infeliz. Em geral, minha vida tem transcorrido muito bem, obrigada.
Mas, em alguns momentos, sou tomada por uma sensação aterradora de tristeza.
Basta avistar um apetitoso quitute hipercalórico para que a sirene da depressão dispare e eu me divida entre o prazer de comer e o prazer de vestir.
Mas, porquê?
Eu me pergunto, por que, diabos, não dá pra ser feliz gorda?
Por causa dessa sociedade de merda que me obriga a almejar uma calça 38 como quem anseia por uma vaga no céu.
Ah! Como eram felizes as mulheres de Renoir!

O famoso pintor francês que viveu entre o final do século XIX e início do século XX, retratava suas divas em plenitude da forma.
Roliças, voluptuosas, carnudas, curvilíneas, consistentes, rechonchudas... mulheres reais.
Adoravelmente reais.
Invejavelmente reais.
Desincubidas da hercúlea tarefa de manter o peso abaixo de valores naturalmente humanos, as fofinhas de Renoir podiam despir-se tranquilamente.


Confiantes da sua real beleza, não conheciam o Photoshop e não identificavam por um número, ou nome, cada novo buraquinho que lhes surgia nas coxas.
Não suavam em academias e não desmaiavam de fome.
Não cometiam o sacrilégio de rejeitar um saboroso prato de comida, doce ou salgada, nem recitavam de cor a tabela calórica com todos os alimentos imagináveis incluídos.
E por falar em calorias... como são deliciosas!
Cristo! Eu não sei quem criou os dinossauros (outra hora explico isso), mas quem inventou as calorias, com certeza, foi o diabo.
O coisa ruim provavelmente jogou sobre as mulheres a maldição das calorias para vingar-se dos chifres.
Agora, compadecido com nosso sofrimento, começa a dar ares cansado nos permite uma leve esperança de que dias melhores virão.
A revista norte americana Glamour, especializada no universo feminino, experimentou recentemente a inédita reação de centenas de fãs que, ao se depararem com uma simples fotografia, manifestaram toda a sua admiração e, inclusive, gratidão à revista e ao objeto da foto.
O objeto em questão é, nada mais nada menos, que a modelo Lizzi Miller. E o motivo de todo o seu sucesso nas páginas da Glamour é, simplesmente, sua barriga.
Isso mesmo.
SUA barriga.
Não a barriga de um tratador de imagem mestre nos segredos do Photoshop.
A barriga de Liizi é normal. Como a minha. Como a de praticamente todos vocês.
E eu, como os leitores da revolucionária revista, há muito tempo não me sentia tão bem diante de uma imagem.



É quase um Renoir!



Continue lendo >>

10/08/2009

Reposicione-se

A Damyller é uma indústria de confecção aqui de Santa Catarina.

Há alguns anos não passava de uma marca modesta, pouco expressiva, limitada ao cenário regional.
Não estou falando sobre volume de vendas ou coisa do gênero. Desconheço estes dados sobre a empresa e, para o assunto que estou abordando, realmente não vem ao caso.
De repente a empresa deu uma guinada na imagem e reposicionou a marca em todo país.
Eu me lembro de uns outdoors que misturavam pessoas de verdade com elementos do jeans.
Por exemplo, uma modelo com a boca com uma textura de jeans, como batom.
Eu, particularmente, não gostei dessa campanha. Mas, acho que foi a partir daí que as coisas começaram a mudar.
Sou leitora assídua da Elle e percebo que colocar um anúncio de uma marca qualquer na revista, não é muito difícil.
Deve ser caro.
Mas costumo ver anúncios que destoam da qualidade da Elle. Marcas que eu, como leitora, acho que não deveriam estar ali, que não se encaixam.
Acontece que a Damyller, ao reestrutar a marca e definir uma nova imagem, passou a figurar nos editoriais da revista.
Aí é outra história.
Pagar por um anúncio só exige grana, mas emplacar uma roupa num editorial de moda exige qualidade ou, no mínimo, exige afinidade com a linha editorial da revista. E, como a Elle é uma das principais revistas de moda do país, acredito que essa afinidade com o editorial pode ser traduzida por qualidade.
Mas esse não é um blog sobre moda. Então porque eu estou falando nisso?
Por que ao assistir ao vídeo da coleção verão 2010 da Damyller eu fiquei pensando sobre esse negócio de reposicionamento.



É perfeitamente possível aplicar a estratégia usada por uma empresa a uma pessoa.
Claro que isso pode ser feito de modo profissional, como fazem as empresas, ou você mesma pode se esforçar e se transformar exatamente na pessoa que você deseja ser.
O mais importante nessa empreitada é o autoconhecimento.
Ter uma definição clara das suas limitações e das suas principais qualidades é o ponto de partida.
Saber exatamente aonde você quer chegar é o primeiro passo.
Se a sua intenção é alterar a imagem, grana ajuda, mas não é fundamental.
Dá pra ficar na moda (ou completamente fora dela, se essa for a sua intenção) gastando bem pouco, mas, nesse caso, a criatividade é imprescindível.
Se a sua intenção vai além de uma mudança da imagem, se você ambiciona se reposicionar no mercado de trabalho, ou, quem sabe, em algum círculo social, precisa apenas de dedicação.
Estude, se informe, delimite seu objetivo através de ações bem pensadas.
E, principalmente, não tenha medo de mudar de rumo, de abandonar um caminho.
A menos que você haja por impulso e não tenha consciencia daquilo que pretende alcançar, não é vergonhoso alterar a rota.
O importante é ser o que você quer ser.

**********

Ah! Este não é um post pago. É apenas a minha insgnificante opinião sobre um assunto que me faz pensar.

Continue lendo >>

05/02/2009

E ainda tem gente que me chama de perua!

Sibéle Cristina que me perdoe, mas uma sapatilha é essencial para ser feliz.
Se a sensualidade e a beleza feminina residem em cima de um belo salto, a felicidade, por sua vez, tenho certeza, se acomoda em uma confortável sapatilha.
Invejo mulheres que se arriscam dia após dia sobre um longelíneo scarpin. Chiquérrimas. Sensuais.
Não vou negar que tenha meus momentos de Diva.
Mas basta entregar-me a eles para reconhecer o valor da minha singela coleção de sapatilhas.
Agora, por exemplo, escrevo estas palavras como reconhecimento ao sacrifício prestado por meus pezinhos, que me acompanharam em uma ocasião na qual cabia que se apresentassem em traje de gala pois, munida por meu 1 metro e 63 centímetros, coberta por uma bata esvoaçante e florida, a escolha pela comodidade das sapatilhas me levaria a ser enquadrada em uma lamentável categoria: bujãozinho.
Prefiro a tortura.

Aliás, nada pior para a aparência de uma mulher do que sentir-se amada, segura.
Mas depois conversamos sobre isto.


*********************

Ah! Sibéle Cristina é uma destas mulheres fatais.
Uma fêmea profundamente sedutora que irradia auto-estima, contagiando qualquer uma que desfrute de sua companhia.
Mas este também é assunto para uma outra hora.

Continue lendo >>
Blog Widget by LinkWithin