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27/05/2008

Amizade x Produtividade

Emprego novo, frio na barriga.
Deus queira que eu não faça amigas.
Sempre é bom encontrar pessoas com as quais se tenha um mínimo de afinidade, mas que fique por aí, no mínimo mesmo.
É impressionante como na mesma proporção que os laços de amizade vão se expandindo e, principalmente, se fortalecendo a pilha de serviços acumulados aumenta. A produtividade diminui a medida que os assuntos compartilhados crescem.
Nesta hora é fundamental definir prioridades. Quero ser a popular, abelha rainha, criatura sem a qual alguma amiga (ou até algumas) não conseguem ver graça no ambiente profissional?
Quero ser adorada e compreendida por aquelas com quem compartilho não só horas de serviço?
Ou quero ser respeitada e admirada por superiores que, ainda que não tenham noção da marca de xampu que melhor se adapta aos meus cabelos, reconhecem meus méritos profissionais e me confiam tarefas, ainda que jamais venham a me contar um único segredo?
Questão simples de responder, pois apesar de as primeiras indagações resultarem em benefícios afetivos, é a resposta positiva à última pergunta que representa uma promoção ou acréscimo salarial.
O complicado, neste caso, é implantar a decisão de substituir as conversas disfarçadas de cafezinho por mais momentos em frente ao computador, dialogando com planilhas e relatórios.
Confesso que admiro aquele grupo de mulheres (mutantes, claro) que não nutre curiosidade pela vida alheia (não que eu goste de fofoca, mas sou obcecada por histórias de vida), não se interessa pelo intercâmbio de informações acerca do desenvolvimento de filhos ou relacionamentos. Estas, profissionalmente, andam sempre um passo à frente.
O risco de me aprofundar nas amizades que fluem em ambiente de trabalho é imenso.
Como em qualquer amizade, posso acordar um belo dia e descobrir que aquela amiga confidente e conselheira não era exatamente a pessoa que eu imaginava mas, neste caso, com um agravante, pois não existe a opção de excluí-la do meu convívio. Ainda que decepcionada, precisarei compartilhar informações profissionais, dividir o mesmo elevador e, de preferência, gentilmente dizer bom dia, boa tarde, boa noite.
Além disso, ao colocar a amizade acima da produtividade abro mão de me destacar naqueles momentos em que somente os mais competitivos aparecem. E são muitos.
Enfim, nenhum problema em sair de uma empresa sem ter conhecido nenhuma "amiga de infância". Mais interessante que ter amigas chorando diante da perspectiva de uma troca de emprego é ter um chefe cobrindo propostas para que eu permaneça em seu círculo de funcionários
O importante para minha vida profissional é que aqueles que realmente importam se afeiçoem ao meu currículo.

2 pensamentos:

Nanci disse...

Mto bons!!
Agora... fofoca mudou de nome, é?? ´histórias de vida´ é ótimo... hehe
Bjo e continua

Nanda disse...

Heheheh, por isso inventaram os "Happy Hours"

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