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14/08/2009

Ser ou não ser?

Entrevista com a psicóloga Rozângela Alves Justino nas páginas amarelas da Veja desta semana.


Assunto beeem polêmico.

A psicóloga oferece terapia de cura para o homossexualismo.
Como assim, terapia de cura?

Segundo Rozângela, que, diga-se de passagem, é uma doida varrida, o homossexualismo é um transtorno para o qual existe cura.
Por essa razão, a psicóloga foi censurada publicamente pelo Conselho Federal de Psicologia.
Agora, se é que alguém anda interessado em saber o que eu penso sobre isso, minha opinião de ignorante no assunto é que falta um pouco de bom senso pra essa gente.
A moça, nem se fala, por que doido não tem bom senso mesmo.
Mas essa do Conselho Federal de Psicologia eu não entendi.
Ta certo que eu não sou homossexual.
Também não sou psicóloga.
E, pra piorar, não tenho nenhum amigo mais íntimo que seja gay e possa embasar minhas conclusões sobre o assunto.
Por outro lado, também não tenho nenhum preconceito.
Verdade.
Não gosto muito dessa viadagem de ficar dando gritinho e pulinho no meio da rua. Mas não gosto disso do mesmo jeito que não gosto de mulher muito fresca que tem chilique.
Então acho que não é preconceito.
Ou é preconceito em relação aos dois casos?
Bom... se você continua lendo, deve ser por que, seja por curiosidade, raiva ou falta do que fazer, está interessado na minha opinião.
Então, lá vai.
Eu acho que todo mundo tem direito de ser o que quiser.
Escrevi isso naquele post ali embaixo.
Reafirmo aqui.
Se o cara tá feliz sendo homossexual... ótimo. Deixa ele.
Se ele não ta feliz, mas quer ser homossexual... precisa da ajuda de um profissional pra se aceitar. Pra aceitar a sua verdadeira essência. Pra aceitar que é um pouco diferente daquilo que os pais acharam que ele seria, um pouco diferente dos outros colegas... mas, e daí.
Ele tem todo o direito de buscar sua satisfação onde quer que ele acredite que ela esteja.
Ninguém tem que julgar ninguém.
Ninguém tem que dizer o que ele deve ser.
É uma opção dele.
Tudo bem.
Agora se o cara é homossexual, mas não ta feliz, não é isso que ele quer, não por causa dos outros, mas por que ele mesmo deseja ter uma vida diferente... aí ele não tem direito de tentar mudar?
Eu acho (pelo que tenho observado nessa vida) que a homossexualidade é um assunto muuuuito complexo.
Tem o cara que desde pequenininho demonstra tendências pro negócio. Tem aquele que passa por um trauma, uma experiência ruim, e parti pro outro lado. Tem caso de falta de exemplo. Sei lá.
É muita coisa pra resumir em um único resultado.
Tem que aceitar e pronto.

Eu sou meio acomodada.
Não é uma doença. Nem enxergo como um defeito.
É uma característica minha.
Um pouco por conta do signo. Um pouco por causa de uma criação superprotetora. um pouco por causa do meu metabolismo. Da minha história de vida.
Não sei se nasci assim, ou me tornei com o tempo.
Também nunca liguei muito pra isso.
Mas agora resolvi mudar.
To me esforçando pra ser um pouco mais dinâmica.
Simplesmente por que não to mais satisfeita com essa minha condição.
Não tenho direito de tentar mudar?

Então, se eu tenho esse direito, acho que a polêmica toda em cima da tal terapia de cura do homossexualismo é mais um fruto dessa forçação de barra do politicamente correto.

E não precisa vir me dizer que a moça da entrevista só fala besteira.
Eu concordo.
Acho que ela deveria ser impedida de exercer a profissão por desequilíbrio mental.
Mas isso não muda o que eu penso sobre o assunto.

9 pensamentos:

Fernando Zabot disse...

Assunto bem complicado mesmo,aqui em Londres tenho varios amigos gays, VARIOS mesmo.
A maioria que eu converso sobre isso, me contaram de coracao que se pudessem optar eles gostariam de ser "normais" ou seja heterosexuais. Porque como muitos sabem para ser gay e assumir sua posicao perante a sociedade tem que ser na realidade muito do macho, porque eh super dificil. As historias deles sao bem complicadas. Eu nunca entendi os gays, mas nao entedia porque nao queria entender, hoje vejo com outros olhos, enfim sao muito eh homens para poder assumir isso.
E acho que se existir e se o conselho de Psicologia aceitar essa terapia dependendo dos casos acho que seria uma boa sim!!! pois cada caso eh um caso.

Tagliati disse...

Eu fico preocupado com psicólogos assim. Simplesmente querem ditar o que as pessoas são. Estão todos mais preocupados com quais serão os padrões da sociedade sendo que deveriam se ocupar de pessoas com problemas realmente. Pessoas que vivem situações que atrapalham suas vidas.
Homosexualidade não é doença nem crime, é escolha.
Texto aprovado.
( e concordo que ser gay não é problema mas ter que gostar de viadagem de gritinhos e pulinhos é tenso )

Maite Lemos disse...

Que bom que ninguém me xingou ainda.
Mas é isso aí gente.
A palavra chave é "respeito".
Respeito por quem é e por quem não é. Respeito por quem quer ser e por quem não quer.

Bjnho

Ricardo Chicuta. disse...

Eu li a entrevista e acho que esse é aquele caso em que se mistura religião com ciência.Não dá certo.
A bunda é do cara,ele que faça bom uso dela,seja de que jeito for.E se a maluca quiser curar alguém que vá lá com esse propósito deixa ela também.

brasildobem disse...

Maitê, parabéns pela matéria da Damyler (não sei se escrevi certo), e que bom qu gostastes do "case de maquiagem", bem quanto a essa psicóloga tem mais é qu ter seu diploma cassado e parar de dizr besteira, fala como se o homosexualismo fôsse uma doença, não é e Freud há um século atrás já tinha constatado que ser homossexual não é ser doente. Quanto a preconceito, há preconceito pra tudo, cor, raça, sexo, enfim...é um problema da humanidade que se convive há anos e infelizmente muita sociedade ainda enfatiza.
Bjs.

PutzGraça!!! disse...

Não deu pra entender direito o que tem a ver tu ser acomodada e querer mudar, o que é elogiável e possível, e a mulher psicolouca que diz que viadagem tem cura. Isso sim não é possível. Não há ex-fruta. Uma vez queimante (de rosca) sempre queimante. No mínimo a mulher queima também e ela fez essa relação (sem trocadilho) estúpida. Entendeu? Ela andou dando de ré (por prazer, curiosidade ou assédio) e depois parou, aí a abilolada passou a achar que viado também pode parar. Não pode.

Ma Folie Design by Guta disse...

Oi florzinha gostaria de convida-la a conhecer meu bloguito :)
espero q goste :)))
bjokas
guta

Juliana Dacoregio disse...

Tô falando de ti lá no Luxo Básico!
beijokas:)

Maite Lemos disse...

Valeu por dividir as opiniões, gente.
PutzGraça!!! a relação entre eu ser acomodada e querer mudar e o homossexualismo é que nenhum dos dois é doença. São comportamentos que eu posso aceitar e ser feliz assim ou tentar alterar.
Agora, sobre cura do homossexualismo, eu realmente não pretendo entrar nessa discussão. Meu interesse é só pelo direito que cada um tem de assumir um comportamento ou modifica-lo, seja homossexualismo ou hábitos alimentares (sem sacanagem. Ou com sacanagem, se preferirem). Tanto faz.

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