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18/11/2009

Novo endereço

Demorou, mas saiu!

Pípou, to de casa nova.
O Penso em Tudo agora tem um domínio próprio e aproveitamos pra redecorar a casa também.
Ainda não está tudo no lugar, mas já espero vocês por lá.
A partir de agora, os post serão publicados diretamente no endereço novo:


Fácil, né?!

Então, tá esperando o que? Corre pra lá.

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09/11/2009

Me adaptando à uma nova rotina

Pípou, sorry!


A partir do dia 3/11 minha rotina foi completamente alterada e eu ainda estou em fase de adaptação aos novos horários e compromissos.

Quem é de Tubarão e região conhece o jornal Notisul e, certamente, já viu ou ouviu falar da revista Sua Casa.

Quando eu escolhi o curso de jornalismo não imaginava que iria ficar em Tubarão, no sul de Santa Catarina.
Tinha planos de andar pelo mundo e o sonho de trabalhar em uma grande revista.

Aí veio a filhota e eu troquei meus sonhos por qualidade de vida e segurança em uma pequena cidade, onde continuaria contando com a colaboração da família maravilhosa que eu tenho.
Pra melhorar, depois veio o Philippão com um senso de responsabilidade acima da média e os pés plantados por aqui.

Se eu trocaria a vida que eu tenho hoje pela possibilidade de estar em qualquer outro lugar do mundo?
De forma nenhuma.
Eu sou feliz!

Mas, não fosse a web 2.0 e as infinitas possibilidades profissionais que ela nos proporciona, eu já teria abandonado o jornalismo a muito tempo. (Cheguei a cursar até a 6ª fase de Direito)
Atualmente minha carreira está completamente direcionada às mídias sociais e o Penso em Tudo é o meu xodó.

Voltando pro Notisul, há alguns meses fiz um teste pra trabalhar na redação do jornal e, confesso, a experiência foi frustrante. Para ambas as partes, acredito.

Acontece que eu nunca pretendi trabalhar em um jornal. Tanto que não passei pela experiência desde que saí da faculdade. Há quase 10 anos.

Mas fui convidada a trabalhar na redação das revistas que o Notisul produz. A revista de decoração Sua Casa e a revista Negócios e Empreendimentos.

Iniciei um período de experiência na última terça feira, dia 03/11.
E estou AMANDO.
Ao contrário do jornal, a redação de uma revista tem o meu ritmo.

O problema é que sobra menos tempo pra blogar, mas isso não quer dizer que eu vou parar nem diminuir a qualidade :0 da conversa.
Só preciso de um tempinho pra me reprogramar.
Acredito que até o final dessa semana as coisas voltem ao normal por aqui.

Ah! O blog novo já está praticamente pronto.
Depois eu conto mais.

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29/10/2009

Sandálias Crocs são proibidas em escolas


Juro que, ao ler a matéria na revista Dinheiro, pensei em escrever um post sobre essa polêmica envolvendo as sandálias Crocs que está rolando agora.

Mas, normalmente, eu não gosto muito de falar sobre aquilo que todo mundo fala. Assim como não gosto de usar o que todo mundo usa nem ir aonde todo mundo vai :P
Hoje recebi o link do post da Samantha Shiraishi sobre o assunto. Aí não resisti. Lá vai.

Eu acho um absurdo condenarem o uso de uma sandália com material e design confortáveis.
Gente! Fala sério!
Vão reclamar dos sapatinhos de salto que são vendidos pra meninas que mal sabem andar.

A minha filha vai fazer nove anos e é uma cabrita.
Ela raramente anda. Em geral, ta sempre correndo e pulando.
Por isso, todas as vezes que os olhinhos dela brilham diante de uma vitrine com um lindo sapato com saltinho... eu tenho que reexplicar que não existe a menor possibilidade de ela ganhar aquilo por uma simples questão de segurança.
Resultaria em um pé torcido, na certa.
Ou coisa pior.
Ela até que se convence e logo esquece o objeto de desejo.
Uma vez ganhou uma bota com salto de uma amiga minha.
Um saltão!
Eu guardei aquilo lá no fundo da sapateira. Louca pra ela esquecer que existia.
Aí, um belo dia, enquanto nos arrumávamos para ir ao Shopping, ela desenterrou a tal bota e veio implorar para usar.
Eu neguei, neguei, neguei... e no fim permiti que ela usasse, SÓ DESSA VEZ, se prometesse que não iria correr nem pular. Teria que andar quietinha ao meu lado, o tempo todo.
Ela concordou. Deu uma voltinha com a bota. Fez umas poses na frente do espelho. E, antes mesmo que saíssemos de casa, veio me dizer que iria trocar a bota por uma sapatilha, pois "cansava a perna e ela também estava achando que iria acabar com o pé torcido".
AMÉM!

Voltando à Crocs...
Eu acho horrorosa. Não uso nem que me mate.
Mas acho que é uma ótima escolha para crianças.
Ó! Se a minha cabrita ainda não torceu o pé, é porque a pobre da sandália não representa o menor perigo. Sério!

E tem outra, a minha filhota vai de Crocs pra escola sempre que não está chovendo ou não tem Educação Física. Nesses dias, ela reclama, mas é obrigada a calçar o tênis.

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Verão chegando...

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26/10/2009

MBA de Jornalismo Digital continua

Muito gente acompanhou AQUI o meu drama (e da Letícia) em relação ao MBA de Jornalismo Digital da Uninter / Facinter.

Através do post e do twitter encontramos outras pessoas na mesma situação.
Encontramos, também, pessoas que nada tinham a ver com a história, mas que nos apoiaram e engrossaram nosso coro quanto à essa denúncia.
Finalmente, graças às mídias sociais, graças à tal da web 2.0, temos voz.
E... fomos ouvidas.
No final da semana passada, a Facinter / Uninter entrou em contato com os alunos matriculados no MBA de Jornalismo Digital para comunicar que tudo não passou de um engano.
Segundo a instituição, a inscrição para novas turmas do curso foi, sim, cancelada devido à baixa procura. Mas, aqueles que já estão frequentando as aulas terão seus direitos garantidos até a conclusão do curso.
AMÉM.

Segue o e-mail que recebemos da Uninter:

Prezados Alunos,

Vimos por meio desta informar que o Curso de Jornalismo Digital, o qual estão cursando nas Instituições de Ensino Superior do Grupo Educacional UNINTER, por meio da modalidade EaD - Educação a Distância - permanecerá sendo ministrado a todos os estudantes matriculados, até o final do mesmo, quando então receberão o título de especialistas.

A fim de esclarecer possíveis mal-entendidos, gostaríamos de frisar que o Grupo UNINTER está cancelando apenas as novas entradas deste curso, em todo o Brasil, em função da baixa procura. Por este motivo, o curso foi retirado da ficha de inscrição e do site do Grupo, já para a campanha de outubro.

Os alunos que apenas efetuaram sua inscrição mas não iniciaram efetivamente o curso de pós-graduação em Jornalismo Digital serão avisados, por meio do Telemarketing do Grupo UNINTER, sobre o cancelamento da matrícula, por não ter fechado turma. Estes alunos terão opção de escolher outro curso ou serem
reembolsados do valor já pago às Instituições do Grupo, caso já tenham quitado o valor da inscrição.

Para os alunos que já estão cursando Jornalismo Digital, provenientes de outras entradas, as aulas continuam normalmente, sem alterações.

Desde já, agradecemos a atenção de todos, e nos colocamos à disposição para maiores esclarecimentos.

Benhur Gaio

Pró-Diretor de Educação a Distância do Grupo Educacional UNINTER


Então, é isso aí!
Obrigada a todos que abraçaram a causa.
Devemos essa vitória a vocês.
Ou alguém acredita que tudo não passou de um equívoco de comunicação?

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22/10/2009

A Jóia de Medina


Ganhei um presente especial da Simone Miletic do blog Porque minhas opiniões não cabiam na telinha da TV

O livro A Jóia de Medida narra a história de Aisha, conhecida como a esposa preferida do profeta Maomé.
Só por isso, já da pra imaginar toda a polêmica que envolveu o lançamento do livro.
A editora americana detentora dos direitos do livro chegou a cancelar a publicação do mesmo. E na Inglaterra os protestos chegaram ao ponto de incendiar a casa de uma das funcionárias da editora responsável pela publicação da Jóia de Medina no país.
Como eu já disse, tenho medo de manifestações de fé. E, como eu não tenho religião, pra mim, Jesus Cristo, Maomé, Buda, Krishna ou qualquer outra divindade ou profeta se encontram no mesmo patamar.
Merecem meu respeito, despertam a minha curiosidade. E só.

Até uma questão geográfica, a história de Jesus Cristo eu já conheço bem, mas Maomé...
Fiquei super ansiosa pela chegada do livro, esperando o carteiro como criança que aguarda um presente. O que, de fato, era.
Assim que chegou, devorei as mais de 400 páginas em uma semana.
Aisha é envolvente. Sedutora. Cativante pela autenticidade e amor pela vida e por sua condição feminina.
Já o Maomé...
O profeta muçulmano que o romance apresenta parece, sinceramente, alguém confuso.
Um mulherengo de mão cheia, capaz de ignorar suas próprias regras diante das constantes beldades que lhe eram oferecidas em casamento. Tudo dissimulado pelo véu da obrigação política.

Recomendo A Jóia de Medida a todos que se interessem por um bom romance histórico e tenham curiosidade por outras culturas.
Mas, na minha opinião, o melhor fica guardado para o final, quando a autora incita à discussão sobre o tema e passa a bola para os leitores.
E aí? Vamos discutir?

Ah! E, mais uma vez, obrigada @smiletic. Adorei!

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19/10/2009

Uma grande palhaçada!

Sou jornalista e, como já tenho cantado aos quatro ventos, apaixonada por mídias digitais.

Diante do aumento de possibilidades de trabalho relacionado às mídias sociais, resolvi logo juntar o útil ao agradável e investir em uma pós graduação na área.

Pesquisei bastante e, devido boa grade curricular e ao menor transtorno de locomoção, optei pelo MBA em Jornalismo Digital ofertado pela Facinter / Uninter (Faculdade Internacional de Curitiba).

O curso, oferecido através do sistema de ensino à distância, me fez vibrar com a possibilidade de ampliar meus conhecimentos e enriquecer o currículo.

Pesquisei mais um pouco, desta vez sobre a Facinter / Uninter e, não encontrando nada que desabonasse o nome da Faculdade Internacional do Paraná, providenciei, imediatamente, a minha inscrição.

O MBA de Jornalismo Digital da Facinter / Uninter segue o modelo de ensino à distância exigido pelo MEC, portanto, as aulas devem ser acompanhadas em um núcleo (pólo) com o devido acompanhamento de um monitor especializado.

Mas, como todo o universo parecia conspirar a meu favor, a Facinter/ Uninter disponibiliza um núcleo em Criciúma, há cerca de uma hora de distância da minha residência.

Empolgada, “vendi” o MBA de Jornalismo Digital da Facinter / Uninter para uma grande amiga, também jornalista, que fez logo sua inscrição.

Sendo assim, temos nos deslocado, as duas, religiosamente nos sábados, por volta das 13:30h, via BR 101, a tempo de assistir (isso mesmo, assistir, na TV) às aulas em Criciúma.

Fizemos isso durante 4 sábados, inclusive no último a minha jornada foi bem mais trabalhosa pois, aproveitando o feriado de 12/10 no Laguna Tourist Hotel, em Laguna (litoral sul catarinense), precisei abdicar de momentos em família para seguir (de ônibus) até Tubarão de onde, junto com minha companheira de curso, rumaria ao curso.

Para contribuir com meu pesar ao deixar o paraíso (Laguna Tourist Hotel) onde minha família confraternizava, ainda precisei enfrentar um engarrafamento de cerca de uma hora na BR 101, por conta de um acidente de trânsito.

Contudo, nem por um segundo me passou a idéia de faltar à aula.

O meu futuro estava em jogo e valia o sacrifício.

Infelizmente, para a Facinter / Uninter, meu futuro não vale nada.

Na última sexta-feira a noite fui informada, através de e-mail da monitora do pólo de Criciúma que a Facinter / Uninter havia cancelado o MBA em Jornalismo Digital.

Segundo a mesma, que estava tão perplexa quanto nós, receberemos da Uninter / Facinter uma declaração de termos cursado as duas disciplinas que já estávamos frequentando e seremos reembolsadas pelos valores pagos.

Além disso, seremos beneficiadas com uma bolsa no valor de 40% de outra pós da Uninter / Facinter que desejemos fazer.

Como assim?

A tal Uninter / Facinter era um circo e eu não sabia?

Durante um mês fiz papel de palhaça ao me deslocar, religiosamente, a outro município, enfrentando os riscos da famosa “rodovia da morte” e sendo privada do convívio familiar durante as tardes de sábado.

Alguém vai me reembolsar pelo tempo perdido? Pelos litros de gasolina? Pela tensão de dirigir na BR 101? Pelos momentos que deixei de desfrutar das acomodações e serviços de um grande hotel durante um feriado? Pela dor de cabeça proveniente do tempo exposta ao sol enquanto um acidente engarrafava a rodovia? Pela minha expectativa cruelmente frustrada em me aprimorar profissionalmente?

Eles realmente esperam que venha a cursar alguma outra pós na Facinter / Uninter?

Fiz papel de palhaça, mas não sou idiota.

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16/10/2009

Redes Sociais não são Playground

selo2_amigosdoplaneta

A internet entrou na minha vida pra valer há cerca de menos de dois anos.
Claro que muito antes disso eu já sabia usar um computador. Já sabia fazer pesquisas. Distraia-me com alguns jogos e... tinha Orkut.
Mas em maio de 2008 eu me sentia profundamente frustrada por não exercer uma das minhas maiores paixões: Escrever.
Cogitava propor a algum jornal semanal da região uma coluna com meus textos quando fui presenteada por meu noivo com a idéia de criar um blog.
Eu não sabia o que era isso.
Já tinha ouvido falar. Mas não tinha noção de como funcionava ou pra que servia.
Comecei a pesquisar sobre o assunto.
Criei o Penso em Tudo.
Fui para Campus Party, o maior evento de tecnologia do país.
Apaixonei-me pelo assunto.
E, aí, meu envolvimento com a tal da web 2.0 não parou mais de crescer a ponto de deixar de ser um passatempo e se transformar no meu ganha pão.
Dei uma reviravolta na minha vida e hoje ela gira, em grande parte, em torno das mídias sociais.

Contei tudo isso apenas para introduzir o assunto que me interessa falar aqui mostrando que ninguém é obrigado a entender de redes sociais.
Até dois anos atrás eu nem sabia que esse era o nome dado aos sites como o Orkut. Que era somente o que eu conhecia.
As coisas só mudaram pra mim porque as redes sociais tornaram-se meu foco profissional e se você não trabalha nessa área não precisa conhecer a fundo toda essa parafernália.
Apesar de estar muito na moda.

Agora, vamos ao que interessa.

Na metade do ano passado levei minha filha, de oito anos, a uma festinha de aniversário de um coleguinha.
Eu sou do tipo de mãe que, sempre que possível, fica nas festinhas.
Por sorte, não sou a única, apesar de sermos poucas.
Formamos sempre uma rodinha de mães e o assunto não poderia ser outro: filhos.
Conversa vai, conversa vem, começamos a falar sobre os trotes telefônicos que simulam seqüestros e a audácia dos marginais em vasculhar nossas vidas para obter informações que sustentem a farsa do sequestro.
Logo logo concluímos, todas, que uma das principais ferramentas da bandidagem era o tal do Orkut.
Eu, apesar de oscilar entre fases de tranquilidade, nas quais expunha fotos de toda a família na rede e fases de extrema neura, onde deletava qualquer tipo de informação que pudesse alimentar facções criminosas, era a ÚNICA na mesa com um perfil no Orkut.
E daí?
Daí, nada. Como eu já falei, ninguém é obrigado a entrar nessa.

Logo o Orkut criou o tal do BuddyPoke.
Os bonequinhos engraçadinhos viraram uma febre e passaram a atrair a atenção de um novo público: as crianças.
A minha pequena, que via, de relance eu personalizar minha bonequinha com roupas e acessórios, começou a solicitar um perfil no Orkut.
Não!
Essa foi minha primeira resposta diante da pouca idade da moça.
Mas ela não parou por aí. Aliás, nunca para.
É muito cedo.
É perigoso.
Não é pra tua idade.
E assim eu fui respondendo sucessivamente às suas investidas.
Há alguns meses, quando eu julgava já ter encerrado o assunto, ela retornou com força total.
Agora tinha um argumento de peso:
- Todas as minhas amigas têm. Elas nem usam mais o msn porque só ficam brincando com os bonequinhos do Orkut.
Eu expliquei que uma coisa não tinha nada a ver com a outra. Mas ela rebateu dizendo que as amigas agora só se comunicavam através do Orkut.
Claro que uma mãe tem que ter força de decisão suficiente para não ceder ao fato de que “todos têm”. Mas, confesso, eu balancei.
Já estava completamente envolvida pelo ambiente das mídias sociais e cogitei a hipótese de inserir a filhota também nesse processo através do Orkut.
Já tendendo a ceder, levei o assunto ao pai da moça, que foi bastante convincente: NÃO!
- Já viste tudo que os meus amigos escrevem de bandalheira em suas páginas e até na minha? Tu achas que isso é ambiente pra uma criança? Claro que não.
Então lembrei do Zander Catta Preta (editor de conteúdo adulto do Terra) na Campus Party, explicando que quando queria fazer alguma pesquisa sobre pornografia, dirigia-se diretamente ao Orkut. Uma mina.
Foi o suficiente para encerrar o assunto.
É não, e pronto!

Foi aí que eu lembrei de outra coisa. Aquela festinha de aniversário no ano passado. Lembra?
Nenhuma das mães das amiguinhas da minha filha usa o Orkut. Elas não têm um perfil.
Isso quer dizer que elas podem até saber do que se trata. Mas não conhecem de fato.
Como assim?
Como uma mãe permite que seu filho pequeno frequente um ambiente que ela não conhece?
Você deixaria seu filho participar de uma reunião de adultos num local desconhecido?
Tenho certeza que não.
Então, por favor, entenda que inclusão digital não significa jogar todo mundo na web, de qualquer jeito, em qualquer lugar.
Assim como em qualquer ambiente off line existem situações inapropriadas a determinados grupos, na internet cada coisa também tem o seu lugar.
Sou extremamente a favor de apresentar o ambiente virtual às crianças. O quanto antes.
Mas isso precisa ser feito de forma consciente.
Existem redes sociais próprias para cada idade, para cada fase da vida.
Com um pouco de interesse, você encontrará redes sociais que se encaixem à idade e às aptidões de cada criança, além de protege-lo de danos reais.


(Esse post faz parte do projeto Blogagem Coletiva Inclusão Digital Eu Apóio!)

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15/10/2009

Fé de mais ou fé de menos?

Eu tenho medo de rituais de fé.


#prontofalei

Eu juro que não pretendo desrespeitar ninguém.
Nos últimos tempos, algumas pessoas tem me chamado a atenção para o erro que cometem os ateus ao atacar a fé alheia.
Isto é fato.

Mas a minha intenção é apenas confessar um sentimento e levantar uma discussão.

Tenho medo de pessoas que furam a pele, se cortam, em nome da fé.
Tenho medo de pessoas que desrespeitam direitos alheios em nome da fé.
Tenho medo de pessoas que aceitam barbaridades e submetem-se a situações degradantes em nome da fé.
Tenho medo de pessoas que dispensam os avanços da ciência (mesmo quando vidas correm perigo) em nome da fé.
Tenho muito medo de pessoas que se julgam melhores que as outras por simples questão de fé.

Eu não sou melhor do que ninguém.
Não sou dona da verdade.
Mas estou disposta a conhecer todas as versões. E tenho medo de quem não está.

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06/10/2009

Automedicação: Cuidado!

Ta! A minha mãe sempre disse que eu sou uma menina inteligente...

Mas, mãe é mãe, né.

Como todo mundo já sabe, eu sofro de rinite.
No começo do ano passado levei minha cria à pediatra, pois a pobre herdou meu Karma alérgico.
Aproveitando que já estava lá mesmo, consultei à tia sobre algo que eu pudesse tomar nos momentos de crise.
Ela me receitou um comprimido que não lembro mais o nome.
Tomei o tal comprimido durante algum tempo e, um belo dia, depois de detonar mais uma caixa do medicamento, pedi ao meu pai que comprasse mais.
Ele levou a abinha da caixa, com o nome, mas, mesmo assim, voltou com um remédio diferente.
Disse que o farmacêutico havia recomendado esse outro remédio, pois ele próprio sofria do mal e tomava o tal do "Emistin". Que, segundo o cara, era muito melhor.
Bom! Se o farmacêutico falou... ta falado.
Daí que eu venho a mais de um ano tomando esse remédio da forma que eu bem entendo.
Em outras palavras, de duas a três vezes por semana (ou mais), quando o meu nariz, olho ou garganta começam a coçar, eu já engulo logo uma baga que é pra não me incomodar.
E olha que funciona.
Ô, remedinho bom!
Aí, ontem voltei a pediatra, pois, com a chegada da esplêndida primavera, a filhota entrou em crise novamente.
Conversa vai, conversa vem... e aproveitei novamente a bondade da tia pediatra pra orientar a marmanja aqui.
Saquei minhas pílulas milagrosas da bolsa (o Emistin) e perguntei se ela via algum problema em usar aquela medicação da forma como eu vinha fazendo a pouco mais de um ano.

A tia pediatra quase caiu pra trás.
- Tu és louca! Não pode.
Isso é corticóide. Aumenta o apetite, engorda, altera a absorção de gordura, altera a absorção de glicose, acelera o processo de osteoporose, causa problema no pâncreas...

E o resto eu já esqueci. Mas acho que lembrei de coisa suficiente, né?!

Já joguei a caixa que eu carregava na bolsa fora.
E, apesar de lamentar minha ignorância, até que fiquei feliz.
Em primeiro lugar porque não morri (ainda).
Em segundo lugar porque, se eu tiver osteoporose, ninguém vai mais poder culpar a pobre da Coca-Cola. A culpa é do corticóide.
E, por fim, porque a culpa não é minha por estar mais de 10 kg acima do peso que deveria.
Pelo menos agora eu tenho salvação.

Falando sério... Ninguém deveria tomar nem uma aspirina sem a devida orientação médica.
Nós, simples mortais, não temos noção dos perigos que se escondem na administração incorreta de medicamentos.

Fica a dica!

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02/10/2009

Casa Nova

To sentindo cheiro de mudança no ar...


O Penso em Tudo já tem uma "casa" nova, mas eu vou primeiro fazer uma boa "arrumação" pra depois convidar todo mundo pra festa de inauguração.

Ficou curioso?

Aguenta aí!

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30/09/2009

Ah! A Primavera.



Estação do amor...
Do desabrochar das flores...
Estação na qual a natureza resplandece em beleza e a pobre menina rica é capaz de apaixonar-se pelo mendiguinho perneta, conforme Vinicius de Moraes.
Estação coroada pela beleza das flores...

Só se for pra você.
Pra mim, infelizmente, a primavera é a estação da rinite e, onde você vê botões se abrindo, eu vejo partículas de pólen voando no ar. Só esperando para serem inaladas e prontas para dar inicio a um tormento que apenas quem é afligido é capaz de entender.

Fui agraciada com um nariz de dar inveja a qualquer um.
Não é arrogância não. É realismo.
Dois cirurgiões plásticos já o elogiaram, inclusive, propondo utilizá-lo como molde em seus trabalhos.
É perfeito, sim.
Por dentro... pão bolorento.
E só por falar em bolor, ele já coça.
Bolor, poeira, giz, talco, perfume, cigarro, fuligem... pólen.

Aí um engraçadinho olha pro meu nariz e diz:
- Tão bonitinho... pena que não funciona.

Então, por favor, não me venha suspirar de romantismo com o desabrochar das flores da primavera.
Pense que, em todo o mundo, milhares de pessoas estão sofrendo com a garganta praticamente trancada, os olhos ardendo de tanta coceira e o nariz em carne viva de tanto trabalho ao tentar se livrar das partículas incômodas que você alegremente chama de... pólem.
Argh!
E não é rabugice, não.
É Rinite.



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27/09/2009

Esse Brasilzão

Numa dessas ocasiões em que a vida brinca de romancista, o calango saiu lá do nordeste e aterrissou cá no sul.

Ele odiava polenta.
Ela cresceu aqui. Aprendeu no berço que eram "tutti buona gente, ma tutti ladri".
Ele se apaixonou pela polenteira, mas ainda odeia polenta.
À primeira vista, eles parecem iguais. São intelectuais (não são pseudos , Ju).
Na segunda olhada, as diferenças gritam.
Mas, olhando de novo, fica evidente que essas diferenças se completam.
Marcaram a data do casamento.
A daminha e o pagem representavam bem os extremos que se uniam aqui no frio (ops! aqui no sul).
Ela, a mini noiva, também criada à base de polenta. Ele, o homenzinho, sobrevivente das guerras de buscapé.
Todos reunidos na igreja para o ensaio, e a mãe da daminha, preocupada em recepcionar bem os visitantes vindos de tão longe (Feira de Santana), recomenda à filha que interaja com o pagem, que permanecia amuado em ambiente que, embora receptivo, lhe era completamente estranho.

- Filhinha, vai lá conversar com ele, tadinho, não tem amiguinhos aqui.

A menina, com a timidez característica da idade, se mostra um pouco arredia.

- Mas o que que eu vou falar com ele, mamãe. Nem o conheço...
- Ah! Filha, pergunta alguma coisa.
- Hummm! Então vou perguntar em que escola ele estuda.
- Não, amor. Essa pergunta não adianta, porque qualquer que seja a escola dele, tu não conheces. Ele mora muito longe. Pergunta outra coisa.

E a pequena, no alto da sabedoria adquirida em seis anos de vida, responde à mãe:

- Ah! Mamãe, então nem vai dar pra conversar com ele mesmo, porque ele não vai me entender. Ele fala baianês.


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22/09/2009

Não faz isso, não



Tem coisa mais linda nesse mundo do que criança?
Pra muita gente tem, né.
Ninguém é obrigado a gostar de criança. Nem de cachorro. Nem de praia. Nem de morango.

Mas quem decide ter um filho recebe a obrigação divina (hã?) de zelar pelo bem estar dessa criança pelo tempo que for necessário.
Ainda que alguns pais (quem? o meu? nãããão...) continuem desempenhando esse papel por toda a vida.
Os pais também são incumbidos por Lei dessa tarefa.

No entanto, seja por distração, falta de informação, de bom senso ou de caráter, muitos pais isentam-se de tal responsabilidade, gerando as mais diversas consequências aos seus pimpolhos.

Super exposição é uma coisa complicada.
Quando o sujeito decide, opta, por propagar aos 4 ventos todos os seus passos, tornando-se refém de uma indústria que visa o lucro em detrimento da dignidade, mas o faz de forma consciente e os resultados gerados refletem apenas nele próprio é algo que deve ser respeitado.
Cada um com seu cada qual.

Mas submeter crianças aos caprichos fama é algo que deve ser cuidadosamente analisado.

Quem tem filha e nunca projetou nela seus desejos de infância, nunca sonhou em vê-la fantasiada de princesa recebendo a atenção de todos, nunca sonhou inscrevê-la num concurso de beleza e ser coroada como a principal... que atire a primeira pedra.

(nessa hora eu me arrepio de medo de ser a única mãe louca e sucumbir sob uma montanha de pedras)

Por sorte, os sonhos se resumem ao curto espaço de duração do sono, ou transe.
Acordada, qualquer mãe (ou pai) sensata sabe que princesas não existem e os concursos de beleza mirim representam uma bateria de torturas às candidatas que abdicam das bonecas na execução de personificarem tais bonecas.

As crianças olham para o mundo dos adultos, na maioria das vezes, com admiração e cobiça.
Não fazem idéia das armadilhas que permeiam esse universo.
Não imaginam que por trás da liberdade exibida com orgulho há uma série de responsabilidades que reprimem parte do prazer de ser adulto.
Não conhecem os ônus. Os riscos.

Para isso existem os pais.
Para exercer a obrigação divina (sim) de zelar pelo bem estar das crianças pelo tempo que for necessário.



Algumas crianças, apesar de não serem órfãs, parecem não ter pais.


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17/09/2009

Desenhando com as palavras

Se amarra em tipografia?


Desculpa, o assunto não é esse.

Esse é apenas um desabafo de alguém que cresceu acreditando que não sabia desenhar.
O sacrifício que era transferir para a folha uma impressão qualquer através de traços que desempenham o milagre da gravura ficou evidente logo nos primeiros anos.

Que triste!

Até o sol ficava estranho. E uma bonequinha, então... piada.
Aí, esse alguém seguiu, consolado por livros, já que a caixa de lápis de cor não servia para muita coisa.
A frustração da infância foi sendo diluída nas páginas dos livros e as palavras, que se mostravam pálidas, foram se colorindo de significados.
A impressão de formas e cores despertadas pelo simples agrupamento das letras começou a clarear possibilidades que não se imaginava.
E então, a descoberta:

- Eu sei desenhar!

Claro!
As letras, desde que bem reunidas, são capazes de produzir palavras que, desconexas, representam visões surrealistas, quando objetivas e reais levam à imagem renascentista ou se exageradamente trabalhadas desenham em rococó.
Textos bem alinhavados remetem a visões detalhadas daquilo que se escreve.
Então, ao escrever, ocorre a busca por transcender os traços tipográficos e transmitir mensagens que, se não tem a forma logo percebida por seus olhos, mas devem pintar sensações em sua alma.

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14/09/2009

Porque o silêncio vale ouro

Lembra da Maria Mariana?

Aquela menina que escreveu "Confissões de Adolescente" e conseguiu se fazer entender por toda uma geração.
Assisti à peça lá pelos meus 15 anos. Foi uma grande experiência por que, além de ser uma peça super interessante, foi a primeira que eu vi. A primeira que tive a oportunidade de assistir aqui na "cidade universitária" onde eu moro e onde o cinema sempre opta por passar cópias dubladas, mesmo de filmes adultos.
Lembro que o livro, além de virar peça de teatro, virou também uma série de TV que eu adorava.

De lá pra cá já passou muito tempo.
Eu mudei bastante e, pelo visto, ela também.

Quem tem o hábito de tuitar sabe perfeitamente quem é o Cardoso.

Autor do blog Contraditorium (que eu confesso que não conhecia), Cardoso é uma personalidade bastante polêmica.
Pode-se dizer de tudo sobre ele. Menos que não seja inteligente.
Eu confesso que nutro um sentimento bastante ambíguo pelo moço.
Ta bom... eu tenho medo dele!
A começar pelo avatar, que estampa a carinha nada simpático do Dr. House (que é tudo de bom, mas da medinho), já vi (li) o Cardoso dar nos dedos de muita gente.
Sempre com comentários muito ácidos, ele não perdoa.
Por que eu o sigo?
Por alguns fatores consideráveis neste cenário digital, mas, principalmente, porque ele é uma grande fonte de informação.
Não cheguei a comentar, mas o post "Alguém traz o Renoir de volta, por favor" surgiu de uma tuitada dele com o link da foto da modelo real.
Agora ele acabou de me presentear (pra não dizer "me irritar") com o link de uma entrevista da tal da Maria Mariana.
Ah! Entendeu porque que eu to falando nele?!

Então vamos ao que realmente interessa.

A infeliz da Maria Mariana consegue irritar a gregos e troianos.
Irrita às mulheres que optam por não ter filhos, fazendo uso de um direito que lhes cabe e irrita às outras, que se dedicam à maternidade.

Eu engravidei com 22 anos.
Não era uma criança, mas ainda não vivia meu momento pleno, aquele que julgava ideal para ser mãe.
Não foi uma gravidez planejada.
E, mesmo correndo o risco de me arrepender, vou confessar : sou a favor do aborto.
Então porque eu não abortei?
Não foi porque é crime. Foi pelo simples fato de que, apesar de não estar preparada social nem financeiramente, psicologicamente eu já me sentia mãe.
Senti isso desde o primeiro instante que tomei consciência de que aquela coisinha crescia dentro de mim.
E olha que foi logo no começo.
Com duas semanas e meia de gravidez, fiz dois testes de farmácia e um de laboratório e minha vida mudou pra sempre.
A partir dali, nada tinha ou teria mais importância, mais valor, mais significado, do que a ligação que eu mantinha com aquele amontoado de células que se desenvolviam surpreendentemente.
Só to confessando esses detalhes para demonstrar o quanto a maternidade tem valor pra mim.
Tanto valor a ponto de atrasar minha vida profissional em alguns anos e, mesmo assim, me fazer feliz.
Tanto valor a ponto de ser mãe solteira e ser tão feliz que acabamos merecendo (eu e minha pimpolha) o Philippe de presente. Melhor namorado e melhor pai do mundo.

O que eu sei fazer de melhor na vida é ser mãe.

Me dedico a esta tarefa.

Eu erro. Claro.
Mas avalio os meus erros e me concentro em melhorar.

Constantemente analiso minha função de mãe busco atingir os melhores objetivos sempre com o foco no futuro da minha filha.

Passei toda minha gestação ansiando por um parto normal.
Normal mesmo!

Meu sonho, na época, era ter uma vó parteira, dessas que fazem o parto em casa com uma tesoura que passa de geração para geração.

Louca?
Pode ser.
Mas eu achava que isso reforçava a importância de ser mãe.
Louca mesmo.
Também acreditava que pra ser mãe tinha que amamentar.
Sonhava em amamentar minha filha até uns dois anos de idade.
Achava lindo. Ainda acho.
Quando eu ouvia alguma mãe contando que não tinha leite ou que o bebê não pegou o peito eu pensava, quietinha, "coitada, essa aí não nasceu pra ser mãe".

Resumindo a história, eu paguei por toda a minha ignorância.

Minha filha nasceu 20 dias antes do prazo, numa cesariana feita às pressas em decorrência de pré eclâmpsia.
Quase morri e, pra piorar, o médico não pode esperar nem 15 minutos pra anestesiar fazer efeito e eu, por vias tortas, senti as piores dores do parto. Dor de navalha cortando a carne.
Mas, como a maternidade é um verdadeiro milagre e quase sempre que nasce um filho nasce também uma mãe, seja de parto normal ou cesariana, o chorinho da pequena diluiu a minha dor e a lembrança que ficou do momento, apesar dos riscos, é de amor.
Pra melhorar a brincadeira ou, se preferirem, pra diminuir meu carma e minha arrogância pré-maternal, meu leite só durou duas semanas.
Depois disso, o stresse gerado pela relação afetiva indefinida com o doador de cromossomos (é, porque pai é muito mais do isso e o pai da minha filha é o Philippe há muito tempo), que nem cagava, nem desocupava a moita, acabou com o meu leite.
Meu deus! Esses foram os dias mais difíceis de todo o processo.
A decisão de partir para a mamadeira me causou febre e uma dor profunda na alma.
Eu usei um spray que o médico indicou pra descer o leite. Tomei muita água. Tomei cerveja preta e tudo que ensinavam. Só não tomei urina porque não tava na moda dizer que fazia bem pra tudo. De certo, se fosse hoje, tomava.
Não teve jeito.
Com o peito todo rachado. Com febre. Sem leite. E com uma neném de duas semanas chorando de fome, tive que fazer uma madeira de leite em pó.
Que espécie de mãe eu fui, então?
Uma mãe de verdade, posso garantir.
Mãe que faz tudo que está ao seu alcance, mas as vezes não consegue.


Cara Maria Mariana, que pessoa bem afortunada você seria, se não fosse ignorante.

Que bom que você pôde largar a carreira pra se dedicar a criar 4 filhos.
Sabe que este também é o meu sonho?
Infelizmente, por enquanto, ainda não posso fazer isso.
Tive que me reciclar profissionalmente e encarar o mercado de trabalho pra poder, ao lado do meu parceiro (veja bem, "ao lado" não escrevi "atrás" nem "à sombra") dar uma vida razoável para nossa única filha.
Mas, um dia, chegamos lá.
Que bom você pôde passar pela experiência de três partos normais, já que esse era o seu sonho.
Pena que a sua primeira filha não recebeu esta bênção e, sendo assim, segundo o seu próprio raciocínio, você deve ser menos mãe dela do que dos outros três.
Que bom, também, que você pôde amamentar. Eu não tive essa sorte. Não por preocupações estéticas, mesmo porque, amamentando ou não, acabaria aderindo ao silicone mais tarde e meus peitos estariam tão bem quanto estão.
E, se me permite um conselho, acho que seria uma boa você estudar a alternativa do silicone, já que vem amamentando há 9 anos seguidos. Não é pecado, boba.
E, pra concluir, eu concordo com você quanto ao fato de que homens e mulheres não são iguais.
Não gosto dessa história.
Mas, vou lhe contar um segredo: Por trás de todo grande homem, existe uma grande mulher.
Em outros palavras, já faz tempo que somos nós que seguramos o leme.
Ah! Ia me esquecendo.
Depressão pós parto é uma enfermidade bastante complexa, que nada tem a ver com passar a gestação fazendo compras no shopping.


(Se o post estiver muito irônico, a culpa é do House)

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11/09/2009

Ta valendo!


Sem querer encher o saco de vocês, mas agora o negócio é sério.

O portal do Porto Cai na Rede já tá no ar e pra passar pela peneira e concorrer a uma das 3 vagas destinadas aos melhores posts precisa ser bem votado.
Por isso que eu to mais uma vez escrevendo sobre esse assunto, que já foi bem explicadinho aqui.
Pelos comentários no post anterior, eu tenho certeza que tem bastante gente torcendo por mim. Então, quem quiser me ajudar de verdade, por favor, clica aqui e vota no Penso em Tudo.
Aí, eu prometo, só volto a falar sobre Porto de Galinhas pra contar e mostrar como foi a viagem.
Ó! Vale pedir pros amigos também, tá. Mandar recado no orkut, fazer campanha no msn, twitter...

Conto com vocês!!!

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09/09/2009

Porque hoje tem jogo

Eu devo ser mesmo louca!

Tenho evitado falar sobre religião (olha aqui, aqui, aqui, aqui e aqui e me diz se isso é evitar) por aqui justamente pra não gerar muita polêmica.
Então eu não devo estar fazendo uso das minhas faculdades mentais ao decidir mexer no vespeiro do futebol.

O negócio é o seguinte, vou dizer rápido, num fôlego só, pra ver ser o pessoal me xinga menos.

JáfaztempoquetorçoproBrasilficardeforadaCopa.

É isso mesmo.
Mesmo tendo certeza que boa parte dos leitores já tá tão roxa de raiva de mim que os olhos embaçados pela ira não lêem mais nenhuma palavra e, quando o fazem, o cérebro, tomado por um misto de ódio e desprezo, não processa mais nenhuma informação... eu vou tentar explicar.

Eu acho essa história de que o Brasil é o país do futebol uma palhaçada que só serve pra atrasar a vida da gente.
Assim como a religião, durante um determinado momento foi necessário alimentar esse tipo de crença como meio de elevar a auto estima de um povo que há muito vinha sofrendo todo tipo de reveses.
Mas, gente, isso já passou.
Evoluimos.
Já descobrimos que o trovão não é um Deus e que dá pra ser alguém mesmo sem saber chutar uma bola.
Somos reconhecidamente bons em diversar áreas.
Temos avançado na medicina, na tecnologia, nas artes, na moda e, mesmo no esporte, a gente já canta em vários rítmos.

Então, por isso que eu acho um desperdício concentrar tanta energia num único esporte que, ainda por cima, apresenta incontáveis exemplos de falta de concentração e dedicação coroados com sucesso.
Por um lado tem neguinho que não quer treinar, não quer se exercitar, não quer ter disciplina e... basta chutar a bola pro gol pra ser considerado herói.
Por outro lado tem neguinho que faz tudo isso ( se dedica, se concentra, treina e é disciplinado) e tem a cara de pau de fazer o povo acreditar que chegou lá porque casou virgem, em obediência a Deus.

Eu já gostei muito de futebol.
Da seleção, então...
Era só uma pirralha quando me tranquei no quarto e chorei té me acabar porque o Maradona fez um gol e mandou o Brasil pra casa em uma Copa do Mundo lá que eu nem me lembro mais qual foi.
(Não lembro só porque a minha memória anda fraca, mas não faz muito tempo não)
Ri até não poder mais e jurei amor eterno ao Baggio quando ele jutou um pênalti pra fora e nos deu um título mundial.
Roi as unhas, vibrei, comi muita pipoca e desenterrei muito palavrão pra oferecer pro juíz e toda a sua família durante partidas de futebol.

Mas nada disso ofusca a curiosidade que eu sinto por conhecer qual será a reação de um país que fecha o comércio e dispensa os funcionários públicos mais cedo em dia de jogo de Copa do Mundo ao ficar de fora de tal espetáculo.

Eu posso estar enganada, mas acho que teremos que compensar em outras áreas.

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04/09/2009

Thanks, Whitney


Já contei que sou viciada em América/Brasil Next Top Model?
Não, né. Nem deveria.
Mas, eu confesso.
Não perco um episódio.
Tem que ser uma coisa muito séria, compromisso inadiável, pra me tirar da frente da televisão na quinta-feira a noite.
Não acompanho nenhuma novela.
Adoro séries policiais, mas vejo apenas quando dá.
O único programa que interfere na minha agenda é a competição de modelos, sejam elas americanas ou brasileiras.
A versão brasileira, então, nem se fala.
Como eu não sou de perder muito tempo com a mesma mania, acredito que daqui a pouco essa obsessão passe.
Taí o CSI, pra provar isso.
Desde o episódio final de temporada dirigido pelo Tarantino que eu não consigo mais assistir.
Enjoou.
Quanto ao ANTM, não sei explicar o que que eu vejo de bom ali.

Não gosto da Tyra (apresentadora), não simpatizo com nenhum dos outros jurados, inclusive a Paulina Porizkova (modelo que substituiu a Twigg nessa temporada) é uma estúpida.
Cheguei a cogitar abandonar à série ao assistir aos jurados chamarem uma modelo de monstrenga durante uma sessão de eliminação.
Tá certo que a moça era uma monstrenga mesmo. Mas não se diz isso pra ninguém. Principalmente num programa de TV. E, mais principalmente ainda, num programa de beleza.
Mas passou uma semana e lá estava eu de novo. Obcecada.
Tá, Maite. Já provaste que não és tão inteligente quanto parece! E agora?
Agora que eu tô aqui pagando de tapada, consumidora compulsiva de reality show, porque ontem foi a final da 10ª temporada americana e, pela primeira vez, a vencedora foi uma modelo tamanho GG.
O que?
Isso mesmo.

Whitney Thompson se destacou desde o início por ter um rosto lindo e... formas avantajadas.
Não sei onde eu andava com a cabeça durante toda a temporada, por que a Whitney não era a minha favorita.
Até o último momento, não acreditei que ela pudesse ganhar.
Mas ganhou.

E, assim como Lizzi Miller, provou que dá pra ser bonita, muito bonita, sem parecer um palito.
Eu continuo ambicionando recuperar minhas formas da pré-adolescência, assim como tem gente que ambiciona um encontro com deus no dia do juízo final.
Sem chances!
Mas a vitória da moça GG num dos programas mais importantes do mundo sobre beleza me deixou a um passo de jogar a caixa de sibutramina no lixo e ser feliz.
Parabéns Whitney. E obrigada.


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Desculpa aí, gente



Peço desculpas a todo mundo que entendeu que eu já estou de mala prontas para ir a Porto de Galinhas.
Não, gente.
Eu AINDA não fui selecionada.
Talvez a minha força de vontade e o meu pensamento positivo tenham sido tão grandes que distorceram as minhas palavras, levando a entender que eu já tinha sido convidada.
Tomara, então, que os organizadores do evento tenham lido o post, se confundido também e acreditado que eu faço parte da festa.
A todos que me deram os parabéns pela viagem, peço que torçam por mim.
Valeu!

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