Lembra da Maria Mariana?
14/09/2009
Porque o silêncio vale ouro
14/08/2009
Ser ou não ser?
Entrevista com a psicóloga Rozângela Alves Justino nas páginas amarelas da Veja desta semana.
16/03/2009
Em defesa do Bispo
Em primeiro lugar, sou absolutamente a favor do aborto. (mas isto não está em discussão agora)
Em segundo lugar, não tenho religião definida. (mas isto também não está em discussão agora)
O caso é que o tal do bispo que excomungou os envolvidos lá no caso da menina de 9 anos, que abortou os gêmeos, ta sendo mais criticado que o padrasto, que cometeu o estupro. E isso é um grande absurdo.
Gente, o caso é simples.
A Igreja Católica é absolutamente contra o aborto. Em qualquer caso.
Um dos mandamentos da Igreja é não matar e, segundo o entendimento da mesma, a vida inicia a partir da concepção. Portanto, o aborto é um assassinato.
O fato da menina correr risco de vida não muda em nada este quadro. Não se pode salvar uma vida em detrimento de outra.
De acordo com as leis católicas, quem pratica o aborto está automaticamente excomungado.
Ponto.
Se você não concorda com a posição dos bispo excomunguento, lamento, mas você não é católico.
Simples assim.
Quem se propõe a seguir determinada doutrina ou religião deve submeter-se às crenças e tradições da mesma.
Claro que você não é obrigado a concordar com tudo que o Vaticano prega.
O único problema é que deve, então, procurar outra religião.
Ir à missa aos domingos não faz de você um católico. Talvez você concorde com os ensinamentos atribuídos a Cristo, que realmente são dignos de tantos seguidores, mas entenda, além destes ensinamentos tão nobres existe uma série de dogmas que fundamentam as religiões. A proibição do oborto é um deles para a Igreja Católica.
O que nos leva a concluir que o bispo está corretíssimo. Apenas cumpriu a sua tarefa de bispo.
12/01/2009
Blogando
Como todos sabem, tenho me apaixonado, cada dia mais, por esta história de blogar.
Acabei descobrindo o twitter também, e lá encontrei um monte de gente interessante que apresenta uma avalanche de informação.
O Sérgio Amadeu, por exemplo, apresentou uma lista resumida daquilo pode vir a ser a base de uma legislação específica sobre direitos de blogueiros.
DIREITOS DOS BLOGUEIROS
1) Você tem o direito de blogar anonimamente.
2) Você tem o direito de manter confidenciais as suas fontes de informação.
3) Você tem o direito de fazer uso justo de obras cerceadas pelo copyright.
4) Você tem o direito de permitir os comentários de seus leitores, sem que seja responsabilizado por eles.
5) Você tem o direito blogar livremente sobre Eleições.
6) Você tem o direito de blogar sobre o seu local de trabalho.
7) Você tem o direito de acesso como Mídia, de freqüentar eventos públicos com os mesmos direitos que os principais meios de comunicação social.
Vale a pena pensar sobre isso.
27/12/2008
Tire a sua Fé do caminho que eu quero passar com a minha Razão
Juro que estou tentando não perder o respeito, não ferir o direito que cada um tem de manifestar sua fé, seja lá no que for.
Acontece que a crença alheia vale tanto quanto a minha descrença.
Num destes deboches da vida, a casa onde eu moro foi, aos poucos, sendo rodeada de igrejas.
Igrejas de todos os tamanhos, para todos os gostos.
Eu, como não gosto de nenhuma, fico aqui no meu cantinho e respeito os vizinhos fervorosos, portanto, exijo o mesmo respeito da parte deles.
Mas, olha que isso é difícil de acontecer.
Há alguns anos, uma destas igrejas tinha o infeliz costume de fazer uso de caixas de som para amplificar o volume das pregações. Até aí tudo bem. O problema é que as tais caixas ficavam voltadas para a rua. Isso mesmo, para a rua.
Quem queria ouvir lá as histórias de Cristo, ia até a igreja. Quem não queria mas, como eu, morava nos arredores da igreja... era obrigado a ouvir também.
Não tinha saída.
Nunca entendi por que faziam isso. Não favorecia a igreja em nada e desrespeitava aqueles que não partilhavam da mesma fé (ou de fé nenhuma).
Por sorte, alguma alma caridosa com certa influência no grupo rezador em questão acabou sendo iluminada com uma fagulha de razão e a turma aboliu as orações externas.
Agora que o Natal já passou (eu amo o Natal) e o reveillon está perto (e eu não vou para praia, portanto, mais uma vez, será quase como se o ano não virasse) acaba me batendo um banzo. Uma depressãozinha de nada.
Já não gosto muito desta semana entre as duas datas festivas, mas como o sol tem se feito presente e a piscininha de plástico da Ana tá cheia lá no jardim, eu acabou me contagiando com a empolgação das crianças e tenho gasto minhas tardes na árdua missão de me colorir um pouco de sol.
O ritual é sempre o mesmo.
Coloco o biquini, passo protetor solar no rosto, bezunto o resto do corpo de bronzeador, coloco os óculos escuros e, apenas por volta das 16:00h abro a cadeira de praia no jardim e torro por alguns minutos.
Tem rendido bons resultados, até.
Mas a sessão bronze não termina por aí.
Depois que a paciência termina e eu desisto do sol, levanto e vou tomar uma ducha relaxante para tirar o grude do bronzeador.
Foi exatamente nesta hora, a hora do banho, aliás, a sagrada hora do banho que eu tive que me submeter a mais uma manifestação de fé dos vizinhos crentes.
Lá se foi o meu momento de desconectar e deixar as energias boas fluirem pelo corpo enquanto os pensamentos negativos escoam pelo ralo.
Nem um caminhão pipa poderia dar conta de afastar de mim o estresse gerado por aquela gritaria de absurdos reliosos que teimam em pintar de cores sérias um disparate como o exorcismo.
Tá louco.
Se tinha algum diabo por lá, se eles conseguem realmente tirar do coro de um infeliz que se submete ao ridículo o tal capeta... então mandaram lá pro meu banheiro.
Olha que eu fiquei vermelha de raiva e quanto mais eles gritavam mais eu espumava.
Bom, só para mostrar que, mesmo com todas estas provações, eu sou uma pessoa do bem (independente do nome que se dê a ele), respirei fundo, contei até 1.000, xinguei de alguns nomes (mas em um tom baixo, nem ouviram) e resisti à tentação de descer até o estúdio do meu pai e esgaçar a Clara Nunes em um daqueles dançantes pontos de Umbanda.
Para não permitir que a falta de respeito dos moços de fé gere em mim um câncer, apenas vim desabafar aqui.
Obrigada.
22/12/2008
Nota de repúdio à VIVO
Já falei que eu amo o natal.
Amo o Papai Noel, as renas, os duendes, as pessoas sorridentes pelas ruas com as mãos cheias de sacolas de presentes. Amo o comércio aberto até mais tarde, as casas enfeitadas, os preparativos.
Nem me importo que tudo isso tenha o objetivo específico de estimular o consumismo. Nem me importo que a imagem do velhinho de barbas brancas e roupa vermelha seja fruto de uma campanha publicitária da Coca-Cola. Afinal, eu também amo Coca-Cola.
Tudo nesta época do ano me deixa feliz.
*****
Recebi um envelope da VIVO aqui em casa.
Dentro, um folheto explicativo de uma promoção que eu já havia visto na TV e em revistas.
Acontece que eu não sou muito ligada em celular. Tenho o meu aqui e uso apenas quando preciso.
Detesto falar ao telefone. Faço isso apenas diante de premente necessidade.
Pago um plano pós, mas o mais simples.
Ando pensando em mudar de atitude em relação a isso.
Por causa do blog, tenho estudado a possibilidade de investir em um i-phone.
Por enquanto, são apenas planos.
Mas o tal folheto promocional chegou aqui em casa e parecia tão simples.
Só ligar *9000 e se cadastrar gratuitamente.
Fácil fácil eu ganharia até 10x o número de minutos do meu plano para falar em ligação local com telefone VIVO durante 6 meses.
Ótimo.
Aqui em casa todo mundo é VIVO, o que torna a promoção bastante interessante.
Peguei meu celular, o panfleto e liguei.
Quase foi.
Na hora de cadastrar... CAIU!
Mas isso acontece nas melhores operadoras.
Liguei de novo.
Blábláblá tecle 2, blábláblá tecle 3.
CAIU de novo.
Já devia ter me irritado aí, mas, enfim.... é Natal.
Liguei de novo.
CAIU.
Liguei.
CAIU.
Liguei.
CAIU.
Já era uma questão de honra, então... liguei de novo.
CAIU de novo.
Me mandaram quinhentos números de protocolo por msn.
O que que eu faço com essas porras desses números?
Não dá pra acreditar, mas... eu liguei de novo.
CAIU. CAIU. CAIU.
Puta que pariu!!!!
Não tem espírito de Natal que resista a um inferno de operadora como esta.
*****
Comecei a minha campanha para passarmos todos os celulares aqui de casa para a CLARO.
10/11/2008
Pobres crianças
Por favor, digam se estou louca.
A Educação Infantil é uma área que, assim como a medicina, muda constantemente.
Teorias aceitas incondicionalmente caem por terra num piscar de olhos.
Aquilo que em um momento se entende como certo, passa a ser questionado no momento seguinte.
Práticas que integram o dia-a-dia dos pais e educadores há muito tempo, de repente perdem o valor ou, o que é pior, se tornam condenáveis.
Acho isso saudável, apesar de que, confesso, me guio mais pelo bom censo do que por teorias.
Exatamente por isso estou preocupada.
Prega o meu bom censo (pelo menos aquele que eu acredito que tenho) que crianças devem ir para escola para aprender coisas saudáveis. Coisas que venham a acrescentar em seu crescimento individual e social.
Devem ser estimuladas a desenvolver características positivas.
Aí que mora a minha dúvida!
Tem sido prática recorrente aqui na minha cidade, especialmente em um bairro, as crianças em idade escolar (principalmente na 4ª série, o que corresponde a, mais ou menos, 11 anos) serem levadas pelas professoras, com o auxílio da Polícia Militar, até uma rodovia movimentada que nos liga ao município vizinho para parar os carros que passam e pedir alguma contribuição, a fim de auxiliar na festa de formatura das mesmas.
Os carros passam devagar, param, as pessoas abrem os vidros sorridentes diante dos pequeninos e, geralmente, sacam alguma moedinha.
As crianças agradecem satisfeitas sob o olhar orgulhoso das educadoras.
Cristo!!!
Me desculpem por despir tal situação de qualquer graciosidade.
Mas a verdade é que nossas crianças estão aprendendo a pedir esmolas.
Eu não aceito.
E você?
