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05/02/2009

Ratinhos

Sou obrigada a guardá-los aqui, de tanto que os amo!
Uma verdadeira história de amor que, apesar de divertida, sempre me comove.


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31/12/2008

Capítulo I - Fábio Jr. - O primeiro homem que me fez chorar

A primeira versão da novela Cabocla foi ao ar em 1979.
Nesta época eu tinha apenas 1 ano de idade, portanto só posso concluir que o meu grande sofrimento foi gerado por uma reprise da novela. Vale a pena ver de novo.
Eu tinha uns 4 ou 5 anos. Não sei bem.
Eu não costumava assistir novelas. Minha mãe não deixava. Permitia apenas que víssemos o primeiro e o último capítulo de cada novela.
Você deve estar pensando que, com 5 anos, isso até que é razoável.
O problema é que ela manteve esta regra até quase os 18.
Voltando ao Fábio Jr...
Ele e Glória Pires representavam o par romântico da novela Cabocla.
Como a reprise passava durante a tarde, eu não podia sentar para ver a novela inteira, mas sempre que a televisão estava ligada eu dava uma espiadinha, principalmente se o galã estive na tela.
Era apaixonada por ele.
Acontece que eu tenho poucas lembranças desta idade, mas me recordo nitidamente do dia em que Fábio Jr. e Glória Pires se casaram NA NOVELA.
Eu sei que nessa mesma época os dois também casaram na vida real. Mas só tomei conhecimento disso anos mais tarde.
Enfim, ao ver a cena do casamento da cabocla Zuca com Luis Jerônimo - o meu Luis Jerônimo - eu chorei tanto, mas tanto, tanto, que meus olhos incharam e a dor ficou gravada em minha memória até hoje.
Tudo, menos casar.
Eu já havia percebido o namorico dos dois na tela da TV. Mas daí à casar, é bem diferente.
Mas a história não acaba aqui.
Corri para o quarto e lá amarguei minha dor de cotovelo como uma adolescente precoce.
Todos da casa vieram me amparar.
Tentavam me consolar alegando que era "apenas novela". Mas da mesma forma que eu lembro do momento de dor ao assistir o casamento do Fábio Jr., lembro também das risadinhas falsamente contidas de meus familiares diante do meu sofrimento que, provavelmente, julgavam ridículo.
Lembrem que eu tinha entre 4 e 5 anos.
Passavem a mão em minha cabeça e, por cima, se entreolhavam achavam tudo engraçado.
Acho que foi essa lembrança que me fez começar a contar esta história aos quatro ventos.
Não admito virar piada pela boca dos outros!

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17/11/2008

Orgulho

Era um menino normal (mas não comum), destes que gostam de correr, brincar, aprontar.
Principalmente aprontar.
Aprontava tanto, que foi parar em um colégio interno ainda pequenininho.
Talvez ele justifique esta atitude dos pais como demonstração de consciência da importância de uma boa educação, já que o tal internato era considerado o melhor colégio da região.
Sem dúvida era uma boa opção de ensino. Só questiono a precocidade do fato, apesar de suspeitar que a resposta fosse a preocupação do casal frente às vidraças de vizinhos quebradas pelo garoto e mais uma série de peraltices destas que as crianças de hoje, alienadas pelo computador, por sorte (ou azar) só conhecem mesmo graças às histórias dos avôs.
Ele se pendurava no trem que cortava a cidadezinha só para sentir a emoção de pular antes que o mesmo pegasse embalo suficiente para tornar a ação impossível de ser realizada.
Isso que era emoção.
Saia no domingo de manhã para ir à missa e, acompanhado sempre por sua turma (ou seria melhor dizer gangue?), desviava o caminho até a beira do rio, arrancava as roupas e se jogava nas águas traiçoeiras até que alguém gritasse que o pai já havia lhe descoberto e estava a caminho.
Isso que era aventura.
Enfim, mesmo admitindo que o internato dos padres da pequena São Ludgero tinha quase um caráter de FEBEM, pois a maioria dos meninos considerados "casos perdidos" acabava sendo enviada para lá pelas famílias desesperadas, faz questão de lembrar que todos eles, mais tarde, obtiveram êxito na vida, tornando-se profissionais respeitados, muitos até com grande destaque em suas áreas de atuação.
Também ele seguiu este caminho.
Apesar das dificuldades econômicas da família, formou-se Engenheiro Civil.
Hoje, o pequeno menino que se escondia embaixo da cama para escapar das surras do pai é homenageado pela AREA (Associação Regional de Engenheiros e Arquitetos) como o Profissional do Ano.
Eu, como filha, posso seguramente dizer:
Isso que é orgulho.

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10/11/2008

Pobres crianças

Por favor, digam se estou louca.
A Educação Infantil é uma área que, assim como a medicina, muda constantemente.
Teorias aceitas incondicionalmente caem por terra num piscar de olhos.
Aquilo que em um momento se entende como certo, passa a ser questionado no momento seguinte.
Práticas que integram o dia-a-dia dos pais e educadores há muito tempo, de repente perdem o valor ou, o que é pior, se tornam condenáveis.
Acho isso saudável, apesar de que, confesso, me guio mais pelo bom censo do que por teorias.
Exatamente por isso estou preocupada.
Prega o meu bom censo (pelo menos aquele que eu acredito que tenho) que crianças devem ir para escola para aprender coisas saudáveis. Coisas que venham a acrescentar em seu crescimento individual e social.
Devem ser estimuladas a desenvolver características positivas.
Aí que mora a minha dúvida!
Tem sido prática recorrente aqui na minha cidade, especialmente em um bairro, as crianças em idade escolar (principalmente na 4ª série, o que corresponde a, mais ou menos, 11 anos) serem levadas pelas professoras, com o auxílio da Polícia Militar, até uma rodovia movimentada que nos liga ao município vizinho para parar os carros que passam e pedir alguma contribuição, a fim de auxiliar na festa de formatura das mesmas.
Os carros passam devagar, param, as pessoas abrem os vidros sorridentes diante dos pequeninos e, geralmente, sacam alguma moedinha.
As crianças agradecem satisfeitas sob o olhar orgulhoso das educadoras.
Cristo!!!
Me desculpem por despir tal situação de qualquer graciosidade.
Mas a verdade é que nossas crianças estão aprendendo a pedir esmolas.
Eu não aceito.
E você?

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29/09/2008

Imperdível

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