BlogBlogs.Com.Br
Mostrando postagens com marcador mulher. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mulher. Mostrar todas as postagens

22/10/2009

A Jóia de Medina


Ganhei um presente especial da Simone Miletic do blog Porque minhas opiniões não cabiam na telinha da TV

O livro A Jóia de Medida narra a história de Aisha, conhecida como a esposa preferida do profeta Maomé.
Só por isso, já da pra imaginar toda a polêmica que envolveu o lançamento do livro.
A editora americana detentora dos direitos do livro chegou a cancelar a publicação do mesmo. E na Inglaterra os protestos chegaram ao ponto de incendiar a casa de uma das funcionárias da editora responsável pela publicação da Jóia de Medina no país.
Como eu já disse, tenho medo de manifestações de fé. E, como eu não tenho religião, pra mim, Jesus Cristo, Maomé, Buda, Krishna ou qualquer outra divindade ou profeta se encontram no mesmo patamar.
Merecem meu respeito, despertam a minha curiosidade. E só.

Até uma questão geográfica, a história de Jesus Cristo eu já conheço bem, mas Maomé...
Fiquei super ansiosa pela chegada do livro, esperando o carteiro como criança que aguarda um presente. O que, de fato, era.
Assim que chegou, devorei as mais de 400 páginas em uma semana.
Aisha é envolvente. Sedutora. Cativante pela autenticidade e amor pela vida e por sua condição feminina.
Já o Maomé...
O profeta muçulmano que o romance apresenta parece, sinceramente, alguém confuso.
Um mulherengo de mão cheia, capaz de ignorar suas próprias regras diante das constantes beldades que lhe eram oferecidas em casamento. Tudo dissimulado pelo véu da obrigação política.

Recomendo A Jóia de Medida a todos que se interessem por um bom romance histórico e tenham curiosidade por outras culturas.
Mas, na minha opinião, o melhor fica guardado para o final, quando a autora incita à discussão sobre o tema e passa a bola para os leitores.
E aí? Vamos discutir?

Ah! E, mais uma vez, obrigada @smiletic. Adorei!

Continue lendo >>

14/09/2009

Porque o silêncio vale ouro

Lembra da Maria Mariana?

Aquela menina que escreveu "Confissões de Adolescente" e conseguiu se fazer entender por toda uma geração.
Assisti à peça lá pelos meus 15 anos. Foi uma grande experiência por que, além de ser uma peça super interessante, foi a primeira que eu vi. A primeira que tive a oportunidade de assistir aqui na "cidade universitária" onde eu moro e onde o cinema sempre opta por passar cópias dubladas, mesmo de filmes adultos.
Lembro que o livro, além de virar peça de teatro, virou também uma série de TV que eu adorava.

De lá pra cá já passou muito tempo.
Eu mudei bastante e, pelo visto, ela também.

Quem tem o hábito de tuitar sabe perfeitamente quem é o Cardoso.

Autor do blog Contraditorium (que eu confesso que não conhecia), Cardoso é uma personalidade bastante polêmica.
Pode-se dizer de tudo sobre ele. Menos que não seja inteligente.
Eu confesso que nutro um sentimento bastante ambíguo pelo moço.
Ta bom... eu tenho medo dele!
A começar pelo avatar, que estampa a carinha nada simpático do Dr. House (que é tudo de bom, mas da medinho), já vi (li) o Cardoso dar nos dedos de muita gente.
Sempre com comentários muito ácidos, ele não perdoa.
Por que eu o sigo?
Por alguns fatores consideráveis neste cenário digital, mas, principalmente, porque ele é uma grande fonte de informação.
Não cheguei a comentar, mas o post "Alguém traz o Renoir de volta, por favor" surgiu de uma tuitada dele com o link da foto da modelo real.
Agora ele acabou de me presentear (pra não dizer "me irritar") com o link de uma entrevista da tal da Maria Mariana.
Ah! Entendeu porque que eu to falando nele?!

Então vamos ao que realmente interessa.

A infeliz da Maria Mariana consegue irritar a gregos e troianos.
Irrita às mulheres que optam por não ter filhos, fazendo uso de um direito que lhes cabe e irrita às outras, que se dedicam à maternidade.

Eu engravidei com 22 anos.
Não era uma criança, mas ainda não vivia meu momento pleno, aquele que julgava ideal para ser mãe.
Não foi uma gravidez planejada.
E, mesmo correndo o risco de me arrepender, vou confessar : sou a favor do aborto.
Então porque eu não abortei?
Não foi porque é crime. Foi pelo simples fato de que, apesar de não estar preparada social nem financeiramente, psicologicamente eu já me sentia mãe.
Senti isso desde o primeiro instante que tomei consciência de que aquela coisinha crescia dentro de mim.
E olha que foi logo no começo.
Com duas semanas e meia de gravidez, fiz dois testes de farmácia e um de laboratório e minha vida mudou pra sempre.
A partir dali, nada tinha ou teria mais importância, mais valor, mais significado, do que a ligação que eu mantinha com aquele amontoado de células que se desenvolviam surpreendentemente.
Só to confessando esses detalhes para demonstrar o quanto a maternidade tem valor pra mim.
Tanto valor a ponto de atrasar minha vida profissional em alguns anos e, mesmo assim, me fazer feliz.
Tanto valor a ponto de ser mãe solteira e ser tão feliz que acabamos merecendo (eu e minha pimpolha) o Philippe de presente. Melhor namorado e melhor pai do mundo.

O que eu sei fazer de melhor na vida é ser mãe.

Me dedico a esta tarefa.

Eu erro. Claro.
Mas avalio os meus erros e me concentro em melhorar.

Constantemente analiso minha função de mãe busco atingir os melhores objetivos sempre com o foco no futuro da minha filha.

Passei toda minha gestação ansiando por um parto normal.
Normal mesmo!

Meu sonho, na época, era ter uma vó parteira, dessas que fazem o parto em casa com uma tesoura que passa de geração para geração.

Louca?
Pode ser.
Mas eu achava que isso reforçava a importância de ser mãe.
Louca mesmo.
Também acreditava que pra ser mãe tinha que amamentar.
Sonhava em amamentar minha filha até uns dois anos de idade.
Achava lindo. Ainda acho.
Quando eu ouvia alguma mãe contando que não tinha leite ou que o bebê não pegou o peito eu pensava, quietinha, "coitada, essa aí não nasceu pra ser mãe".

Resumindo a história, eu paguei por toda a minha ignorância.

Minha filha nasceu 20 dias antes do prazo, numa cesariana feita às pressas em decorrência de pré eclâmpsia.
Quase morri e, pra piorar, o médico não pode esperar nem 15 minutos pra anestesiar fazer efeito e eu, por vias tortas, senti as piores dores do parto. Dor de navalha cortando a carne.
Mas, como a maternidade é um verdadeiro milagre e quase sempre que nasce um filho nasce também uma mãe, seja de parto normal ou cesariana, o chorinho da pequena diluiu a minha dor e a lembrança que ficou do momento, apesar dos riscos, é de amor.
Pra melhorar a brincadeira ou, se preferirem, pra diminuir meu carma e minha arrogância pré-maternal, meu leite só durou duas semanas.
Depois disso, o stresse gerado pela relação afetiva indefinida com o doador de cromossomos (é, porque pai é muito mais do isso e o pai da minha filha é o Philippe há muito tempo), que nem cagava, nem desocupava a moita, acabou com o meu leite.
Meu deus! Esses foram os dias mais difíceis de todo o processo.
A decisão de partir para a mamadeira me causou febre e uma dor profunda na alma.
Eu usei um spray que o médico indicou pra descer o leite. Tomei muita água. Tomei cerveja preta e tudo que ensinavam. Só não tomei urina porque não tava na moda dizer que fazia bem pra tudo. De certo, se fosse hoje, tomava.
Não teve jeito.
Com o peito todo rachado. Com febre. Sem leite. E com uma neném de duas semanas chorando de fome, tive que fazer uma madeira de leite em pó.
Que espécie de mãe eu fui, então?
Uma mãe de verdade, posso garantir.
Mãe que faz tudo que está ao seu alcance, mas as vezes não consegue.


Cara Maria Mariana, que pessoa bem afortunada você seria, se não fosse ignorante.

Que bom que você pôde largar a carreira pra se dedicar a criar 4 filhos.
Sabe que este também é o meu sonho?
Infelizmente, por enquanto, ainda não posso fazer isso.
Tive que me reciclar profissionalmente e encarar o mercado de trabalho pra poder, ao lado do meu parceiro (veja bem, "ao lado" não escrevi "atrás" nem "à sombra") dar uma vida razoável para nossa única filha.
Mas, um dia, chegamos lá.
Que bom você pôde passar pela experiência de três partos normais, já que esse era o seu sonho.
Pena que a sua primeira filha não recebeu esta bênção e, sendo assim, segundo o seu próprio raciocínio, você deve ser menos mãe dela do que dos outros três.
Que bom, também, que você pôde amamentar. Eu não tive essa sorte. Não por preocupações estéticas, mesmo porque, amamentando ou não, acabaria aderindo ao silicone mais tarde e meus peitos estariam tão bem quanto estão.
E, se me permite um conselho, acho que seria uma boa você estudar a alternativa do silicone, já que vem amamentando há 9 anos seguidos. Não é pecado, boba.
E, pra concluir, eu concordo com você quanto ao fato de que homens e mulheres não são iguais.
Não gosto dessa história.
Mas, vou lhe contar um segredo: Por trás de todo grande homem, existe uma grande mulher.
Em outros palavras, já faz tempo que somos nós que seguramos o leme.
Ah! Ia me esquecendo.
Depressão pós parto é uma enfermidade bastante complexa, que nada tem a ver com passar a gestação fazendo compras no shopping.


(Se o post estiver muito irônico, a culpa é do House)

Continue lendo >>

04/09/2009

Thanks, Whitney


Já contei que sou viciada em América/Brasil Next Top Model?
Não, né. Nem deveria.
Mas, eu confesso.
Não perco um episódio.
Tem que ser uma coisa muito séria, compromisso inadiável, pra me tirar da frente da televisão na quinta-feira a noite.
Não acompanho nenhuma novela.
Adoro séries policiais, mas vejo apenas quando dá.
O único programa que interfere na minha agenda é a competição de modelos, sejam elas americanas ou brasileiras.
A versão brasileira, então, nem se fala.
Como eu não sou de perder muito tempo com a mesma mania, acredito que daqui a pouco essa obsessão passe.
Taí o CSI, pra provar isso.
Desde o episódio final de temporada dirigido pelo Tarantino que eu não consigo mais assistir.
Enjoou.
Quanto ao ANTM, não sei explicar o que que eu vejo de bom ali.

Não gosto da Tyra (apresentadora), não simpatizo com nenhum dos outros jurados, inclusive a Paulina Porizkova (modelo que substituiu a Twigg nessa temporada) é uma estúpida.
Cheguei a cogitar abandonar à série ao assistir aos jurados chamarem uma modelo de monstrenga durante uma sessão de eliminação.
Tá certo que a moça era uma monstrenga mesmo. Mas não se diz isso pra ninguém. Principalmente num programa de TV. E, mais principalmente ainda, num programa de beleza.
Mas passou uma semana e lá estava eu de novo. Obcecada.
Tá, Maite. Já provaste que não és tão inteligente quanto parece! E agora?
Agora que eu tô aqui pagando de tapada, consumidora compulsiva de reality show, porque ontem foi a final da 10ª temporada americana e, pela primeira vez, a vencedora foi uma modelo tamanho GG.
O que?
Isso mesmo.

Whitney Thompson se destacou desde o início por ter um rosto lindo e... formas avantajadas.
Não sei onde eu andava com a cabeça durante toda a temporada, por que a Whitney não era a minha favorita.
Até o último momento, não acreditei que ela pudesse ganhar.
Mas ganhou.

E, assim como Lizzi Miller, provou que dá pra ser bonita, muito bonita, sem parecer um palito.
Eu continuo ambicionando recuperar minhas formas da pré-adolescência, assim como tem gente que ambiciona um encontro com deus no dia do juízo final.
Sem chances!
Mas a vitória da moça GG num dos programas mais importantes do mundo sobre beleza me deixou a um passo de jogar a caixa de sibutramina no lixo e ser feliz.
Parabéns Whitney. E obrigada.


Continue lendo >>

27/08/2009

Alguém traz o Renoir de volta, por favor


Não sei vocês, mas eu quero ser feliz.
Não que eu seja infeliz. Em geral, minha vida tem transcorrido muito bem, obrigada.
Mas, em alguns momentos, sou tomada por uma sensação aterradora de tristeza.
Basta avistar um apetitoso quitute hipercalórico para que a sirene da depressão dispare e eu me divida entre o prazer de comer e o prazer de vestir.
Mas, porquê?
Eu me pergunto, por que, diabos, não dá pra ser feliz gorda?
Por causa dessa sociedade de merda que me obriga a almejar uma calça 38 como quem anseia por uma vaga no céu.
Ah! Como eram felizes as mulheres de Renoir!

O famoso pintor francês que viveu entre o final do século XIX e início do século XX, retratava suas divas em plenitude da forma.
Roliças, voluptuosas, carnudas, curvilíneas, consistentes, rechonchudas... mulheres reais.
Adoravelmente reais.
Invejavelmente reais.
Desincubidas da hercúlea tarefa de manter o peso abaixo de valores naturalmente humanos, as fofinhas de Renoir podiam despir-se tranquilamente.


Confiantes da sua real beleza, não conheciam o Photoshop e não identificavam por um número, ou nome, cada novo buraquinho que lhes surgia nas coxas.
Não suavam em academias e não desmaiavam de fome.
Não cometiam o sacrilégio de rejeitar um saboroso prato de comida, doce ou salgada, nem recitavam de cor a tabela calórica com todos os alimentos imagináveis incluídos.
E por falar em calorias... como são deliciosas!
Cristo! Eu não sei quem criou os dinossauros (outra hora explico isso), mas quem inventou as calorias, com certeza, foi o diabo.
O coisa ruim provavelmente jogou sobre as mulheres a maldição das calorias para vingar-se dos chifres.
Agora, compadecido com nosso sofrimento, começa a dar ares cansado nos permite uma leve esperança de que dias melhores virão.
A revista norte americana Glamour, especializada no universo feminino, experimentou recentemente a inédita reação de centenas de fãs que, ao se depararem com uma simples fotografia, manifestaram toda a sua admiração e, inclusive, gratidão à revista e ao objeto da foto.
O objeto em questão é, nada mais nada menos, que a modelo Lizzi Miller. E o motivo de todo o seu sucesso nas páginas da Glamour é, simplesmente, sua barriga.
Isso mesmo.
SUA barriga.
Não a barriga de um tratador de imagem mestre nos segredos do Photoshop.
A barriga de Liizi é normal. Como a minha. Como a de praticamente todos vocês.
E eu, como os leitores da revolucionária revista, há muito tempo não me sentia tão bem diante de uma imagem.



É quase um Renoir!



Continue lendo >>

16/08/2009

Rapidinha

Tentei ler "Veronika decide morrer" há alguns anos.

Não consegui chegar ao fim.
É bem verdade que não se deve falar sem conhecimento de causa mas, a julgar pela crítica que a revista Veja desta semana fez do filme que é uma adaptação do livro do bruxo, segundo a qual o mesmo foi fiel à obra de origem, sou levada a concluir que, assim como os livros de Paulo Coelho agradam àqueles que não gostam de ler, a versão filmada deve convencer a turma que não curte cinema.
Mas isso é só uma suposição.

Continue lendo >>

10/08/2009

Reposicione-se

A Damyller é uma indústria de confecção aqui de Santa Catarina.

Há alguns anos não passava de uma marca modesta, pouco expressiva, limitada ao cenário regional.
Não estou falando sobre volume de vendas ou coisa do gênero. Desconheço estes dados sobre a empresa e, para o assunto que estou abordando, realmente não vem ao caso.
De repente a empresa deu uma guinada na imagem e reposicionou a marca em todo país.
Eu me lembro de uns outdoors que misturavam pessoas de verdade com elementos do jeans.
Por exemplo, uma modelo com a boca com uma textura de jeans, como batom.
Eu, particularmente, não gostei dessa campanha. Mas, acho que foi a partir daí que as coisas começaram a mudar.
Sou leitora assídua da Elle e percebo que colocar um anúncio de uma marca qualquer na revista, não é muito difícil.
Deve ser caro.
Mas costumo ver anúncios que destoam da qualidade da Elle. Marcas que eu, como leitora, acho que não deveriam estar ali, que não se encaixam.
Acontece que a Damyller, ao reestrutar a marca e definir uma nova imagem, passou a figurar nos editoriais da revista.
Aí é outra história.
Pagar por um anúncio só exige grana, mas emplacar uma roupa num editorial de moda exige qualidade ou, no mínimo, exige afinidade com a linha editorial da revista. E, como a Elle é uma das principais revistas de moda do país, acredito que essa afinidade com o editorial pode ser traduzida por qualidade.
Mas esse não é um blog sobre moda. Então porque eu estou falando nisso?
Por que ao assistir ao vídeo da coleção verão 2010 da Damyller eu fiquei pensando sobre esse negócio de reposicionamento.



É perfeitamente possível aplicar a estratégia usada por uma empresa a uma pessoa.
Claro que isso pode ser feito de modo profissional, como fazem as empresas, ou você mesma pode se esforçar e se transformar exatamente na pessoa que você deseja ser.
O mais importante nessa empreitada é o autoconhecimento.
Ter uma definição clara das suas limitações e das suas principais qualidades é o ponto de partida.
Saber exatamente aonde você quer chegar é o primeiro passo.
Se a sua intenção é alterar a imagem, grana ajuda, mas não é fundamental.
Dá pra ficar na moda (ou completamente fora dela, se essa for a sua intenção) gastando bem pouco, mas, nesse caso, a criatividade é imprescindível.
Se a sua intenção vai além de uma mudança da imagem, se você ambiciona se reposicionar no mercado de trabalho, ou, quem sabe, em algum círculo social, precisa apenas de dedicação.
Estude, se informe, delimite seu objetivo através de ações bem pensadas.
E, principalmente, não tenha medo de mudar de rumo, de abandonar um caminho.
A menos que você haja por impulso e não tenha consciencia daquilo que pretende alcançar, não é vergonhoso alterar a rota.
O importante é ser o que você quer ser.

**********

Ah! Este não é um post pago. É apenas a minha insgnificante opinião sobre um assunto que me faz pensar.

Continue lendo >>

05/02/2009

E ainda tem gente que me chama de perua!

Sibéle Cristina que me perdoe, mas uma sapatilha é essencial para ser feliz.
Se a sensualidade e a beleza feminina residem em cima de um belo salto, a felicidade, por sua vez, tenho certeza, se acomoda em uma confortável sapatilha.
Invejo mulheres que se arriscam dia após dia sobre um longelíneo scarpin. Chiquérrimas. Sensuais.
Não vou negar que tenha meus momentos de Diva.
Mas basta entregar-me a eles para reconhecer o valor da minha singela coleção de sapatilhas.
Agora, por exemplo, escrevo estas palavras como reconhecimento ao sacrifício prestado por meus pezinhos, que me acompanharam em uma ocasião na qual cabia que se apresentassem em traje de gala pois, munida por meu 1 metro e 63 centímetros, coberta por uma bata esvoaçante e florida, a escolha pela comodidade das sapatilhas me levaria a ser enquadrada em uma lamentável categoria: bujãozinho.
Prefiro a tortura.

Aliás, nada pior para a aparência de uma mulher do que sentir-se amada, segura.
Mas depois conversamos sobre isto.


*********************

Ah! Sibéle Cristina é uma destas mulheres fatais.
Uma fêmea profundamente sedutora que irradia auto-estima, contagiando qualquer uma que desfrute de sua companhia.
Mas este também é assunto para uma outra hora.

Continue lendo >>

31/12/2008

Capítulo I - Fábio Jr. - O primeiro homem que me fez chorar

A primeira versão da novela Cabocla foi ao ar em 1979.
Nesta época eu tinha apenas 1 ano de idade, portanto só posso concluir que o meu grande sofrimento foi gerado por uma reprise da novela. Vale a pena ver de novo.
Eu tinha uns 4 ou 5 anos. Não sei bem.
Eu não costumava assistir novelas. Minha mãe não deixava. Permitia apenas que víssemos o primeiro e o último capítulo de cada novela.
Você deve estar pensando que, com 5 anos, isso até que é razoável.
O problema é que ela manteve esta regra até quase os 18.
Voltando ao Fábio Jr...
Ele e Glória Pires representavam o par romântico da novela Cabocla.
Como a reprise passava durante a tarde, eu não podia sentar para ver a novela inteira, mas sempre que a televisão estava ligada eu dava uma espiadinha, principalmente se o galã estive na tela.
Era apaixonada por ele.
Acontece que eu tenho poucas lembranças desta idade, mas me recordo nitidamente do dia em que Fábio Jr. e Glória Pires se casaram NA NOVELA.
Eu sei que nessa mesma época os dois também casaram na vida real. Mas só tomei conhecimento disso anos mais tarde.
Enfim, ao ver a cena do casamento da cabocla Zuca com Luis Jerônimo - o meu Luis Jerônimo - eu chorei tanto, mas tanto, tanto, que meus olhos incharam e a dor ficou gravada em minha memória até hoje.
Tudo, menos casar.
Eu já havia percebido o namorico dos dois na tela da TV. Mas daí à casar, é bem diferente.
Mas a história não acaba aqui.
Corri para o quarto e lá amarguei minha dor de cotovelo como uma adolescente precoce.
Todos da casa vieram me amparar.
Tentavam me consolar alegando que era "apenas novela". Mas da mesma forma que eu lembro do momento de dor ao assistir o casamento do Fábio Jr., lembro também das risadinhas falsamente contidas de meus familiares diante do meu sofrimento que, provavelmente, julgavam ridículo.
Lembrem que eu tinha entre 4 e 5 anos.
Passavem a mão em minha cabeça e, por cima, se entreolhavam achavam tudo engraçado.
Acho que foi essa lembrança que me fez começar a contar esta história aos quatro ventos.
Não admito virar piada pela boca dos outros!

Continue lendo >>
Blog Widget by LinkWithin