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05/02/2009

Ratinhos

Sou obrigada a guardá-los aqui, de tanto que os amo!
Uma verdadeira história de amor que, apesar de divertida, sempre me comove.


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E ainda tem gente que me chama de perua!

Sibéle Cristina que me perdoe, mas uma sapatilha é essencial para ser feliz.
Se a sensualidade e a beleza feminina residem em cima de um belo salto, a felicidade, por sua vez, tenho certeza, se acomoda em uma confortável sapatilha.
Invejo mulheres que se arriscam dia após dia sobre um longelíneo scarpin. Chiquérrimas. Sensuais.
Não vou negar que tenha meus momentos de Diva.
Mas basta entregar-me a eles para reconhecer o valor da minha singela coleção de sapatilhas.
Agora, por exemplo, escrevo estas palavras como reconhecimento ao sacrifício prestado por meus pezinhos, que me acompanharam em uma ocasião na qual cabia que se apresentassem em traje de gala pois, munida por meu 1 metro e 63 centímetros, coberta por uma bata esvoaçante e florida, a escolha pela comodidade das sapatilhas me levaria a ser enquadrada em uma lamentável categoria: bujãozinho.
Prefiro a tortura.

Aliás, nada pior para a aparência de uma mulher do que sentir-se amada, segura.
Mas depois conversamos sobre isto.


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Ah! Sibéle Cristina é uma destas mulheres fatais.
Uma fêmea profundamente sedutora que irradia auto-estima, contagiando qualquer uma que desfrute de sua companhia.
Mas este também é assunto para uma outra hora.

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03/02/2009

A menina que roubava livros



Engraçado como cada coisa tem o seu momento.
Pelo menos comigo acontece assim.
Comprei "A menina que roubava livros" há aproximadamente 1 ano.
Durante uma viagem a Florianópolis.
O comprei mais pela capa, e porque já havia lido seu título em algum lugar. Provavelmente na revista Veja. Talvez.
Mas com certeza conhecia apenas o título. Não tinha noção do conteúdo do livro.
Como a capa era interessante, um desenho bonito e, principalmente, trazia as seguintes palavras "quando a morte decide lhe contar uma história, você deve parar para ouvir".
Impossível resistir, não?
Acontece que cheguei em casa e, animada, fui me deleitar com o tal livro.
Decepção.
Bem feito!
Precisa ser muito burra para não imaginar que a morte tem fortes argumentos para contar uma história sobre a 2ª Guerra Mundial.
A maldita 2ª Guerra Mundial.
Aquela a qual eu jurei nunca mais destinar um milésimo de atenção.
A mesma que há pouco tempo já me engambelou com "O menino de pijama listrado".
Mas desta vez não.
Era só um livro.
R$ 30,00, por aí.
Não vale à pena.
Depois de duas tentativas de avançar pelas páginas descritas tão minuciosamente pela morte, ADEUS.
No entanto, meses depois, mais precisamente ontem, decidi vencer mais este desafio.
Afinal, era só um livro. Não poderia ser tão terrível assim.
Resgatei "a menina", a morte e todas as almas que esta carregava, já pela manhã.
Reiniciei a leitura do ponto mais apropriado. O princípio.
Reli as poucas dolorosas páginas que já havia percorrido.
Desta vez não me rendi.
Li durante todo o dia.
E a noite também.
Faltavam umas 80 páginas apenas quando o sono me venceu. Quase meia-noite. Horário apropriado para encerrar uma narrativa da morte.
Dormi mal.
Acordei e voltei ao livro.
Avancei mais algumas páginas e precisei interromper a leitura.
Há poucas horas pude retomá-la.
Faltava pouco.
E, sinceramente, já não foi nenhum sacrifício. Não precisei mais vencer as páginas, de forma envolvente elas me convidaram a seguir a diante e eu o fiz, agora, com prazer.
As formas que se apresentavam pelas palavras ainda me causaram uma certa repulsa que eu acredito ser proveniente do medo. Medo de gente.
Apenas no final, enchi os olhos de lágrimas em alguns momentos. Mas há alguns anos decidi que não choraria mais pelas vítimas dele (não consigo escrever o nome).
Contive as lágrimas e ouvi a morte até o seu último relato.
Ouvi, sim.
Apesar de ler as palavras, apesar do conteúdo delas me causar repulsa, a narrativa de Markus Zusak é tão terrivelmente envolvente que, em vários momentos, tive a nítida impressão de ouvir a morte sussurar em meus ouvidos.
Não tive medo de ouvir a morte. Ela apenas me contava uma história.
Como eu já disse, tive medo sim, mas medo de gente.
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Agradeço à Rafaela e à Cláudia pela dica de que a leitura realmente valia à pena (no sentido literal da expressão).

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23/01/2009

Diário da Campus Party - Sexta-feira (12:54)

Hum! Acho que isso já ta ficando chato, né!
Ninguém comentou os últimos posts.

Mas agora vou até o fim.
Calma que já termina amanhã.

Vou começar pela área de camping.
A noite foi tumultuada.
Dizem que rolou uma briga lá dentro.
Eu não vi, mas ouvi bastante barulho a noite toda.

Antes das 07:00h da manhã comecei a ouvir barulhos diferentes. O que antes era pura bagunça começou a ficar com cara de discussão.

Era só o que me faltava.

Os nerds, que pareciam inofensivos, rebelaram-se chamando a atenção dos seguranças.

E eu aqui no meio.
Quero ir pra casa.

Tirei o algodão do ouvido para tentar entender melhor o que estava acontecendo.

Só consegui ouvir a voz de uma guria prometendo que iriam parar, do segurança mandando alguém arrumar as coisas que iria embora e de um cara (provavelmente o provocador de todo aquele tumulto) falando, alterado, que pagou, que queria se divertir e não queria polícia.

Que merda!
Não dormi mais.

Pior que quando fui bater na barraca do Philippe acreditando que ele tinha ouvido tudo e ia me contar os detalhes... ele tava dormindo e não tinha nem ouvido o barraco.

Agora de manhã fiquei sabendo que um cara foi expulso porque tinha bebida na barraca.

Espero que essa noite seja mais tranquila.

Agora vamos ao que interessa.
10:00h assisti a uma palestra bem interessante sobre redação para blogs e otimização para ambientes de busca.
O cara reafirmou aquilo que eu tava conversando com o Philippe hoje mais cedo. Preciso definir uma identidade pro Penso em tudo.

Por sorte, acho que este retiro tecnológico está me iluminando nesta tarefa.
Já tenho uma idéia do que devo fazer, mas por enquanto é segredo.

Depois assisti à palestra sobre Blogs e Celebridades, com Rosana Hermann (Querido Leitor), Phelipe Cruz (Papel Pop), Samara Felippo (Quero ser Ninguém) Moderador: Nick Ellis (Digital Drops).
Ótima palestra.
Apesar do tema ser um pouco irrelevante pra mim, foi bem divertido.
Não gostava da Rosana Hermann e me surpreendi com ela. Inteligente, pensamento rápido, sarcástica na medida certa. Muito interessante.
A Samara Felippo também deixou uma imagem positiva. Super simples, normal, consciente da sua posição mas sem trejeitos de superstar.

Outra coisa. o Phlippe tá reclamando de um cheiro de sabonete barato no ar. Ele acha que foi a AXE, que tá aqui no evento, que distribuiu amostra de desodorante pro pessoal.
Pode ser.
Eu não to sentindo porque meu nariz ta entupido por causa da rinite que acabou de me atacar, então a teoria do Philippão faz todo o sentido.
Além do cheiro lamentável ainda atacou a minha rinite.
Ô porcaria!

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22/01/2009

Diário da Campus Party - Quinta-feira (23:05h)

Rebelião aqui na Campus Party.

Tinha uma bandinha lá no palco principal agora que, apesar de tocar muito mal, consegui mobilizar todo o pavilhão.

O pessoal não perdoou e mandou o cara embora. Foi uma gritaria só. Todo mundo em cima das cadeiras gritando FORA! FORA!

Cristo! Que medo!

Mas já passou. O cara foi embora e a gurizada, aos poucos, tá se acalmando.

Falta de educação?
Não sei. Talvez seja apenas liberdade de expressão e resultado da democracia.
A maioria não gostou, então cala a boca e vai pra casa.

Fora isso, tava comentando com o Philippe ainda pouco, todo mundo é muito da paz aqui. Não se vê briga.
Talvez a coisa não fosse bem assim se tivesse cerveja no meio, mas como aqui é proibido bebida alcoólica...
Tá certo que ontem a noite, na hora de entrar na barraca, senti um cheirinho de maconha, mas foi bem de leve, logo se diluiu.

Quanto às manifestações exaltadas dos nerds (geeks, pra ser mais moderna), o Philippe disse que é fruto de ficarem aqui trancados muito tempo.
A maioria tá aqui desde segunda-feira. E vai ficar até domingo.
Pode ser falta de mulher também (apesar que eu acho que eles estão acostumados com isso).
Precisa ver o desespero da homarada quando as Coelhinhas da Playboy (que estão aqui enfeitando o stand da Abril) saem para fazer um tour pelo pavilhão.
A galera anda atraz, de fila, babando literalmente.
Loucura.
E boa noite.

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Diário da Campus Party - Quinta-feira (19:52h)

Cá estou eu novamente.
Tentei assistir a uma palestra sobre Monetização e Programas Afiliados, mas não consegui ouvir nada.
Mais tarde, lá pelas 18:00h o tema era Relações Públicas e, como eu falei antes, fiquei bem curiosa.
Basicamente RP 2.0 é se voltar para a área digital. Mídias sociais.
Bem interessante, mas não é a minha praia.
Acho super interessante essa áera de Relações Públicas, só que o meu negócio mesmo é escrever.
Melhor manter o foco.

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Quanto ao Penso em Tudo, a primeira mudança será em relação aos comentários.
Irei respondê-los, todos, no próprio espaço destinado aos comentários. De preferência assim que forem enviados.

A importância disso, quem me ensinou foi a Amy Sutherland, autora do livro "O que a baleia Shamu me ensinou sobre vida, amor e casamento".
Mas depois falo mais sobre isto.

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Diário da Campus Party - Quinta-feira (17:43h)

Sem máquina fotográfica agora... Prefiro não falar sobre isso.
To achando as coisas meio chatinhas hoje.
Talvez seja saudade de casa. Talvez seja aflição por ter que passar mais uma noite (e não é a última) naquele colchão semi-inflado. Talvez a programação hoje não seja muito boa mesmo.
Comecei a assistir à uma palestra sobre blogosfera policial, com Alexandre de Sousa (Diário de um PM), Roger Franchini (Cult Cool Freak), Danillo Ferreira (Abordagem Policial) Moderador: Ian Black (Enloucrescendo), mas quando cheguei lá já tava na metade. E tava chato.

Mais tarde uma palestra bem interessante com a Raquel Recuero, sobre o que chamam de microblogs.

A moça, que é professora universitária, fez uma pesquisa sobre redes sociais, Twitter principalmente, e lavou a minha alma em relação aos comentários de uns e outros (traduza pra "Philippe") que pensam que é perda de tempo fazer parte da rede porque não tem nada de interessante em saber o que as pessoas estão fazendo.

Na verdade, foi constatado que, no Brasil, a grande maioria dos usuários da Twitter (algo em torno de 70%) o usa em busca de informação e não como canal de conversação.
Pra quem não conhece ainda, vale a dica, pois circula uma quantidade absurda de links que, muitas vezes se tornam úteis, principalmente pra quem trabalha com comunicação.

Mais tarde eu continuo, porque agora vai começar um painel sobre Relações Públicas 2.0, e eu to afim de saber o que é isso.

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