Embora nos últimos dias eu não tenha escrito muito, continuo pensando.
29/04/2009
Eu ainda penso
22/04/2009
As asas ocultas de Sara
Não é porque parei de escrever que parei de pensar.
Tenho pensado em muita coisa, mas, principalmente nAs asas ocultas de Sara.
Meu blog novo trata-se de um blogbook (na verdade nem sei se esta nomenclatura está correta. Eu que decidi chamar assim).
É um projeto que surgiu quando minha filha nasceu.
Ao vê-la dormindo, logo nos primeiros dias neste mundo, eu realmente vislumbrei asas nela e, então, junto com a Ana nasceu o título de um livro que, aos poucos foi tomando corpo na minha cabeça e se transformando em um livro.
A idéia inicial era "As asas ocultas de Ana".
Acontece que não se trata de um texto biográfico, mas, sim, de uma ficção, um romance.
Então achei que as pessoas talvez não conseguissem fazer esta distinção se a personagem da história, ainda por cima, tivesse o nome da minha filha.
Escolhi Sara por considerar um nome pequeno e forte, tal qual Ana.
A concepção deste sonho tem sido mais trabalhosa do que a de um filho.
Em vez de 9 meses, levei mais de 8 anos para ter coragem de parir a história.
E o parto não foi tranquilo, confesso.
Venho realizando um trabalho de coaching (que chique!) para alcançar o objetivo de transformar esta história em um livro.
O primeiro passo é escrever, e depende apenas de mim.
Por isso acabei abandonando um pouco o "Penso em tudo". Porque todos os meus momentos pensantes venho dedicando às asas de Sara.
O segundo passo é divulgar o blog. Faz parte de uma estratégia de marketing e, para tanto, conto com a colaboração de todos os amigos que venho tendo a honra de descobrir por aqui.
O terceiro passo é assinar um contrato com uma grande editora.
O quarto passo é conciliar a agenda de mãe e esposa (em breve) com as milhares de entrevistas que surgirão após a publicação do livro.
O quinto passo é assinar um contrato com Hollywood para transformar o livro em um filme.
...
E por aí vai!
16/03/2009
Em defesa do Bispo
Em primeiro lugar, sou absolutamente a favor do aborto. (mas isto não está em discussão agora)
Em segundo lugar, não tenho religião definida. (mas isto também não está em discussão agora)
O caso é que o tal do bispo que excomungou os envolvidos lá no caso da menina de 9 anos, que abortou os gêmeos, ta sendo mais criticado que o padrasto, que cometeu o estupro. E isso é um grande absurdo.
Gente, o caso é simples.
A Igreja Católica é absolutamente contra o aborto. Em qualquer caso.
Um dos mandamentos da Igreja é não matar e, segundo o entendimento da mesma, a vida inicia a partir da concepção. Portanto, o aborto é um assassinato.
O fato da menina correr risco de vida não muda em nada este quadro. Não se pode salvar uma vida em detrimento de outra.
De acordo com as leis católicas, quem pratica o aborto está automaticamente excomungado.
Ponto.
Se você não concorda com a posição dos bispo excomunguento, lamento, mas você não é católico.
Simples assim.
Quem se propõe a seguir determinada doutrina ou religião deve submeter-se às crenças e tradições da mesma.
Claro que você não é obrigado a concordar com tudo que o Vaticano prega.
O único problema é que deve, então, procurar outra religião.
Ir à missa aos domingos não faz de você um católico. Talvez você concorde com os ensinamentos atribuídos a Cristo, que realmente são dignos de tantos seguidores, mas entenda, além destes ensinamentos tão nobres existe uma série de dogmas que fundamentam as religiões. A proibição do oborto é um deles para a Igreja Católica.
O que nos leva a concluir que o bispo está corretíssimo. Apenas cumpriu a sua tarefa de bispo.
Perdão
Não foi por falta de consideração que passei os últimos dias sem postar. Também não foi por falta de assunto.
Na verdade, tô um pouco perdida. Muitas possibilidades, as vezes, nos deixam sem saber que caminho seguir.
Conversa fiada. Esquece.
Não tem desculpa mesmo. Pura falta de vergonha na cara.
Pior é que não foi só o Penso em tudo que deixei na mão.
Já contei que fui convidada pelo portal italiano Blogo.it pra escrever no blog Das Marias?
Fiquei felicíssissima!
Aí travei!
Não consigo. Simplesmente não to conseguindo.
Não sei o que que é. Se é medo, preguiça, burrice ou macumba.
Mas calma lá que já dou um jeito nisso.
Além disso, to desempregada ainda, que legal!
Calma que piora.
Continuo a mesma consumista compulsiva de sempre, com o agravante que aí vem o inverno e, com ele, os gastos são muito maiores.
Tenho um mega projeto em mente. Delírios de uma pisciana. Mas, o que é o mundo se não um grande hospício?
08/02/2009
Paula

Poucos livros me emocionaram mais que "A casa dos espíritos", de Isabel Allende.
"O caçador de pipas", talvez.
Além deste, comprei um único outro livro da autora chilena, do qual não me recordo o nome por se tratar de um amontoado de receitas misturadas a alguma poesia e uma farta dose de sensibilidade.
"Afrodite", eu acho, mas não tenho certeza.
De qualquer forma, é uma destas obras que valem a pena possuir para enfeitar a mesinha de centro da sala. Livro grande, capa dura, belas ilustrações e um assunto interessante para iniciar uma conversa.
Frequentemente, no entanto, tenho me deparado com "Paula" nas diversas visitas que faço à livraria do Shopping (toda semana) e, apesar de Isabel exercer seu poder de sedução sobre mim desde os tempos em que me apresentou a Esteban, Clara e toda a magia que cercou suas vidas, venho desviando meu olhar de "Paula" há algum tempo.
Talvez por não achar um nome tão interessante, talvez por recordar de uma entrevista da autora que li (provavelmente) nas páginas da revista Cláudia quando ainda era uma criança capaz de registrar eternamente na alma a explicação de uma mãe sobre seu drama perante a dor de uma filha, mas incapaz de interpretar a força brutalmente destrutiva que se revela em experiências como esta, eu julgava que já sabia o suficiente sobre o livro e, portanto, não me interessava.
Minha mãe, num ataque compulsivo, trouxe para casa ontem "Paula", sufocada sob outros volumes, na sua maioria relatos de mulheres que sofrem com a cultura do Oriente Médio, seu tema de leitura predileto.
Passei o dia lendo-o.
Já estou na página 226 e, fora os parentes interessantíssimos e as situações a que estes submetem Isabel, a narrativa encantada da chilena, recheada por figuras de linguagem que envolvem o leitor até o limite da pieguice (sem nunca ultrapassá-lo) é o fator que faz com que eu continue lendo as mais de 200 páginas que ainda restam sobre uma jovem que, inerte em seu leito, serve de plano de fundo para que sua mãe relate todas suas sensações (que muitas vezes se repetem) diante de tão aterrorizante situação.
Além disso, mesmo me sentindo abafada por tamanha angústia, eu sou mãe e, como tal sempre hei de me compadecer quando apresentada por uma semelhante à dor de um filho.
Contudo, a não ser que o final do livro se desenrole de forma surpreendente, acho que tive razão em todas as vezes que sai da livraria sem trazer "Paula" comigo.
07/02/2009
Amor de verdade
Postei o vídeo dos ratos porque ele realmente me emociona.
Assisti a ele milhares de vezes já. E cada vez gosto mais.
Por quê?
Porque se refere a um amor de verdade.
Apesar de voltado (aparentemente) ao público infantil, a música de Paulo Tatit descreve o desenrolar de um amor real.
Não um amor de contos de fadas, onde tudo acaba bem e nós, platéia, ficamos com a impressão de que o mundo é lindo, as pessoas são maravilhosas e os obstáculos existem, todos, apenas para imprimir mais graça ao grande final.
O amor perfeito.
Até que a morte nos separe.
Infelizmente, ou não, a vida real não funciona assim.
Claro que o amor existe.
(Não me julguem por desalmada antes que eu possa concluir)
Com um pouco de sorte, boa vontade e esforço para reconhecer um momento mágico, todos vamos, mais cedo ou mais tarde, esbarrar em alguém que marcará para sempre nossas vidas e (se o karma permitir) nos fará feliz enquanto a morte ou os percalços da vida nos concederem esta oportunidade.
E o rato?
O rato é uma pessoa normal, comum.
OPS! um rato normal.
Que na ânsia pela sorte de ter seu coração acarinhado por outro coração, resolve declarar-se a todas.
Pobre rato!
Ama a lua apenas por seu brilho, ama a nuvem pela aparência, ama a brisa por sua leveza e, devido às circunstâncias, chega até a amar a parede por conta da segurança que expressa.
(Você conhece alguém assim?)
Então, quando tudo parece perdido e o rato, depois de tantas desilusões dá sinais de começar a se cansar da busca pelo amor, finalmente surge a ratinha para resgatar aquilo que o pobre roedor parecia demonstrar tão claramente no começo da música e, nesta altura já era apenas um sombreado: a alegria de viver!
Ela, a ratinha, se apresenta de forma sensata e segura, pois apesar das investidas anteriores do ratinho e da consciência de suas próprias limitações (e quem não as possui?), ela crê no sentimento mais nobre dos homens (ou dos ratos) e se entrega a ele mesmo enquanto continua almejando o queijo.
Bravo!!
Eu sei que não é fácil encontrar tempo para assistir a um vídeo de 5 minutos.
Mas vale a pena. Experimente.
05/02/2009
Ratinhos
Sou obrigada a guardá-los aqui, de tanto que os amo!
Uma verdadeira história de amor que, apesar de divertida, sempre me comove.
